Mulheres lideram os índices de endividamento no Brasil

Segundo a CNC, 76,9% das mulheres estavam endividadas em fevereiro de 2025

No Brasil, as mulheres lideram os índices de endividamento, mas também se destacam por sua atitude proativa na renegociação e quitação das dívidas. Dados recentes mostram que, apesar de estarem mais endividadas do que os homens, elas são as que mais buscam soluções financeiras e demonstram um comprometimento mais forte com a regularização de sua situação financeira. Além disso, as mulheres costumam agir com mais disciplina ao lidar com seus compromissos financeiros, o que é um reflexo de sua organização.

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De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), em fevereiro de 2025, 76,9% das mulheres estavam endividadas.

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A maior parte delas pertence a famílias de baixa renda e muitas vezes são as únicas responsáveis pelo sustento do lar.

A Serasa, por sua vez, revela que 93% das mulheres participam ativamente do orçamento doméstico, sendo que 33% delas são as únicas provedoras da família.

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Dificuldade para conseguir financiamento

Um desafio adicional enfrentado pelas mulheres é o acesso restrito ao crédito.

Além da desigualdade salarial, elas enfrentam dificuldades em conseguir financiamentos, sendo forçadas a recorrer à informalidade para gerar renda.

Esse caminho, no entanto, acarreta em juros mais altos e condições menos favoráveis.

Renegociação de dívidas

Apesar dessas dificuldades, as mulheres se destacam no Feirão Serasa Limpa Nome, com uma taxa de 25% a mais de acordos fechados em comparação aos homens.

A principal motivação para esse comportamento é a preocupação com a manutenção de um nome limpo e com a possibilidade de acessar crédito no futuro.

A jornada dupla, com responsabilidades no trabalho formal e nas tarefas domésticas, não impede que as mulheres gerenciem suas finanças de maneira mais eficiente.

Mesmo endividadas, elas costumam planejar seus gastos de maneira cuidadosa, evitando comprometer ainda mais sua renda.

Segundo especialistas, a principal barreira para as mulheres não é a falta de disciplina financeira, mas sim as oportunidades limitadas no mercado e o acesso desigual ao crédito.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

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