Separação do lixo em Videira: passo essencial para a preservação do meio ambiente

Empresário Ricardo Testolin, da VT Engenharia, destaca que a coleta seletiva ainda enfrenta desafios de conscientização, mas tem grande potencial de impacto positivo

A separação correta do lixo é uma das ações mais simples e eficazes para preservar o meio ambiente. No entanto, muitos resíduos produzidos diariamente ainda são descartados de forma incorreta, comprometendo a eficiência da coleta seletiva e a reciclagem dos materiais. Para entender melhor esse cenário, a reportagem conversou com Ricardo Testolin, empresário da VT Engenharia, que atua diretamente com o reaproveitamento de resíduos em Videira, Santa Catarina.

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Segundo Testolin, apesar do crescente engajamento da população, o processo ainda precisa de evolução e conscientização.

“Hoje estamos realizando o turno de triagem fina, que classifica o material vindo da coleta seletiva. Quando abrimos um saco roxo na esteira, já conseguimos identificar quem separou corretamente: material seco, limpo, sem restos de alimentos ou líquidos. Mas também é comum encontrarmos resíduos completamente misturados, com itens orgânicos e recicláveis no mesmo saco”

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Separação do lixo em Videira: passo essencial para a preservação do meio ambiente; assista

O que pode e o que não pode ser reciclado

Um dos principais problemas é a falta de conhecimento sobre os tipos de materiais recicláveis. “Muitas pessoas ainda descartam papel higiênico, guardanapos ou embalagens engorduradas como se fossem recicláveis. Esses materiais contaminam os outros e inviabilizam o reaproveitamento”, alerta Ricardo.

Ele mostra exemplos práticos: papéis brancos secos têm valor e são recicláveis; já os molhados perdem totalmente o valor. O mesmo vale para plásticos e garrafas PET, que precisam estar limpos, sem resíduos e preferencialmente sem tampa ou rótulo.

“Recebemos materiais que demonstram muito cuidado — garrafas bem limpas, papelões dobrados, embalagens esvaziadas. Mas também recebemos sacos onde não há sequer um item reciclável, apenas resíduos orgânicos. Isso representa uma perda de até 35% dos materiais da coleta seletiva”, afirma.

Conscientização é fundamental

A solução, segundo Ricardo, passa por educação ambiental e informação acessível. “A população precisa ser orientada e os órgãos públicos têm papel central nesse processo. Em Videira, assim como em outras cidades, trabalhamos com campanhas, folders e conteúdo no site da empresa para informar corretamente a comunidade”, reforça.

A triagem e o reaproveitamento dos materiais recicláveis são fundamentais para reduzir o impacto ambiental do descarte de resíduos sólidos, economizar recursos naturais e diminuir a quantidade de lixo enviado aos aterros sanitários.

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Fonte:
Ernesto Júnior | RBV Rádios

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