Foi encerrado na noite desta sexta-feira (29) o julgamento de Claudia Tavares Hoeckler, acusada de matar o marido, Valdemir Hoeckler, e ocultar o corpo em um freezer, em Lacerdópolis.
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Após dois dias de júri no plenário da Câmara de Vereadores de Capinzal, os sete jurados decidiram pela condenação. A sentença foi lida em plenário pela juíza Jéssica Evelyn Campos Figueredo Neves, que conduziu os trabalhos.
A condenação foi de 20 anos e 24 dias, em regime inicialmente fechado, por homicídio duplamente qualificado (asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Todas as teses do Ministério Público de Santa Catarina foram acolhidas pelos jurados.
Os Promotores de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos e Diego Bertoldi conduziram a acusação, desmontando a tese de que a vítima cometeu o crime porque sofreria violência doméstica.
O caso
O crime ocorreu em 14 de novembro de 2022 e ganhou repercussão nacional. Durante seu interrogatório, Claudia relatou que, após uma discussão com o marido, substituiu a medicação fitoterápica utilizada por ele por remédios para dormir. Em seguida, afirmou ter sido vítima de uma relação sexual sem consentimento.
Aproveitando-se do momento em que Valdemir dormia, ela o amarrrou e o sufocou com uma sacola plástica. Depois, enfrentou dificuldades para ocultar o corpo. Usou um lençol para arrastá-lo e, sem conseguir levantá-lo, recorreu a uma cadeira para colocá-lo dentro de um freezer.
Após o crime, chegou a comparecer em um evento, mas retornou para casa quando o patrão da vítima ligou perguntando pela ausência de Valdemir no trabalho. No dia seguinte, foram iniciadas as buscas e um boletim de ocorrência de desaparecimento foi registrado. O corpo só foi encontrado no sábado da mesma semana.
O julgamento
Durante o júri, que começou na quinta-feira (28), foram ouvidas 10 das 12 testemunhas previstas, com destaque para a filha do casal, que saiu em defesa da mãe, afirmando que a relação com o pai era “complicada”. Claudia chegou a passar mal durante o primeiro dia de interrogatório, o que levou a magistrada a suspender a sessão por volta das 23h de quinta-feira.
Na fase de debates, já na sexta-feira, acusação e defesa tiveram 1h30 cada para apresentar seus argumentos, com direito a réplica e tréplica. O Ministério Público foi representado pelo promotor Rafael Baltazar Gomes dos Santos, enquanto a defesa ficou a cargo do advogado Matheus Molin.
Um momento marcante foi a apresentação dos objetos usados no crime pela acusação, entre eles o freezer, cordas e um pano. O caso ganhou grande repercussão em toda a região pela gravidade e pelas circunstâncias da morte.
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Cláudia, que alega ter sofrido violência doméstica, sexual, psicológica e financeira por parte de Valdemir, chegou a ficar em liberdade dois anos após o crime, até que o Ministério Público determinou a prisão dela, que agora fica ampliada a 20 anos por decisão do júri.
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