Justiça mantém prisão de homem que fez namorada refém por seis horas em SC

A vítima foi ameaçada com uma faca no pescoço dentro da própria casa, no último sábado (04)

A Justiça de Santa Catarina decidiu manter a prisão preventiva do jovem de 19 anos que manteve a namorada em cárcere privado por cerca de seis horas, no último sábado (4), em Joinville. O caso aconteceu no bairro Paranaguamirim, zona sul da cidade, e chamou a atenção pelo alto nível de violência e risco envolvido.

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De acordo com a Polícia Civil, o suspeito responderá por cárcere privado, ameaça e lesão corporal. A vítima, de 22 anos, mantinha um relacionamento recente com o agressor.

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Ela foi mantida sob ameaça constante, inclusive com uma faca encostada no pescoço, dentro da própria residência, no loteamento Estevão de Matos.

A jovem conseguiu pedir ajuda por meio do celular, quando se preparava para sair para o trabalho. Segundo relatos, ela vivia com a avó, que também ficou emocionalmente abalada com o episódio.

Na audiência de custódia, realizada após a prisão em flagrante, o juiz de plantão converteu a detenção em prisão preventiva, o que mantém o acusado preso durante o andamento das investigações.

O desfecho da ocorrência só foi possível após uma longa negociação com a Polícia Militar, que contou com o apoio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais). O homem se rendeu sem causar mais ferimentos.

Moradores da região relataram que a jovem era ameaçada desde a tarde de sexta-feira (3). A irmã da vítima, Kamilly Vitória, revelou em entrevista à NDTV Record: “Não tinha como vir aqui e fiquei bem abalada”. Ela também declarou: “Não sabia nem que ela estava com ele. Foi bem do nada”.

O comandante Daniel Screpanti explicou como a operação foi conduzida: “A guarnição chegou ao local e se deparou com um indivíduo mentalmente perturbado, fazendo a namorada de refém”.

Após ser libertada, a vítima foi levada ao Hospital Municipal São José, onde passou por exames médicos e recebeu o atendimento necessário.

A polícia seguirá investigando o caso, incluindo a motivação do crime e o histórico do relacionamento. Casos como este reforçam a importância da denúncia e da atuação rápida das forças de segurança.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

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