A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, entre os dias 5 e 22 de janeiro de 2026, a proibição da fabricação, comercialização, distribuição e consumo de 11 produtos de diferentes categorias em todo o Brasil. A lista inclui alimentos, fórmulas infantis, suplementos alimentares e medicamentos que apresentaram irregularidades sanitárias ou ausência de registro junto ao órgão regulador.
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Segundo a Anvisa, as medidas foram adotadas após análises técnicas identificarem riscos à saúde da população ou descumprimento das normas vigentes. Com isso, os produtos atingidos devem ser retirados do mercado de forma imediata, tanto por fabricantes quanto por comerciantes.
Irregularidades sanitárias motivaram os vetos
Durante as fiscalizações, a agência encontrou problemas relacionados à higiene, falhas na rotulagem, composição inadequada e ausência de rastreabilidade. Além disso, técnicos constataram o uso de ingredientes não autorizados e a falta de registro sanitário obrigatório. Em razão dessas constatações, a Anvisa suspendeu lotes específicos e, em alguns casos, proibiu totalmente a comercialização dos itens.
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Chá e panetones apresentaram contaminação
No dia 5 de janeiro, foi suspenso o lote 6802956 do chá de camomila Laví Tea, da marca Água da Serra, após análises apontarem a presença de larvas e fragmentos de insetos. Já em 6 de janeiro, quatro lotes de panetones produzidos pela D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos foram proibidos devido à detecção de fungos na superfície, o que representou risco direto ao consumidor.
Produtos com cogumelos sem avaliação de segurança
Ainda no dia 6, a Anvisa proibiu itens da empresa Coguvita II Alimentos Ltda por conter cogumelos como Lion’s Mane e Cordyceps. Esses ingredientes ainda não passaram por avaliação de segurança para uso em alimentos no Brasil, o que levou à determinação de recolhimento imediato.
Fórmulas infantis entraram em alerta
Em 7 de janeiro, a agência proibiu lotes de fórmulas infantis da Nestlé Brasil, incluindo produtos das linhas Nestogeno, Nan Supreme Pro e Nan Sensitive. O motivo foi o risco de presença de toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus, o que pode representar perigo especialmente para bebês e crianças pequenas.
Molho de tomate com fragmentos de vidro
No mesmo dia, um lote do molho Passata de Pomodoro Di Puglia foi retirado do mercado após a identificação de fragmentos de vidro em sua composição. Diante do risco físico ao consumidor, o produto foi considerado impróprio para consumo.
Suplementos descumprem normas sanitárias
A Anvisa também proibiu suplementos alimentares como o Neovite Visão, que apresentava ingredientes não autorizados e excesso de aditivos. Produtos da marca Ervas Brasil foram vetados por falta de licença sanitária e composição irregular, reforçando que suplementos seguem regras rigorosas semelhantes às de outros alimentos.
Canetas emagrecedoras sem registro no Brasil
No dia 21 de janeiro, a agência proibiu medicamentos injetáveis à base de tirzepatida e retatrutida, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. Os produtos eram importados, não possuíam registro no Brasil e eram fabricados por empresas sem identificação oficial, o que inviabiliza qualquer garantia de segurança.
Chocolate, azeite, sal e doce de leite também foram barrados
Em 22 de janeiro, a Anvisa recolheu um lote do chocolate branco Laka, da Lacta, por ausência da informação obrigatória sobre a presença ou não de glúten no rótulo. No mesmo dia, proibiu a venda de um azeite de oliva extravirgem sem origem identificada, comprometendo a rastreabilidade.
Ainda nessa data, o sal grosso Marfim, lote 901124, foi reprovado no teste de teor de iodo, enquanto um lote de doce de leite em pedaços da marca São Benedito foi suspenso por falhas na identificação e nos testes de conservação.
Fiscalização intensificada e alerta ao consumidor
As decisões refletem a intensificação das ações de fiscalização da Anvisa no início de 2026. A agência informou que seguirá monitorando o mercado para impedir a circulação de produtos fora das normas sanitárias, com o objetivo de reduzir riscos e proteger a saúde da população.
O consumidor deve sempre conferir rótulos, marcas e números de lote antes de adquirir ou consumir qualquer produto, evitando itens sem registro ou com procedência desconhecida. Quando uma proibição é publicada pela Anvisa, o produto deve ser retirado imediatamente das prateleiras.



