Ana Dayse Gomes Provensi, de 36 anos, foi estrangulada até a morte pelo próprio companheiro dentro de sua residência na madrugada deste domingo (25), em Maravilha, no Oeste de Santa Catarina. O principal suspeito, de 55 anos, se apresentou à Polícia Militar por volta das 7h, confessou o crime e foi preso em flagrante, conforme informou o delegado Daniel Godoy, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI). O caso está sendo investigado como feminicídio.
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O crime ocorreu no bairro Kasper, na presença dos três filhos do casal, que estavam na casa no momento do assassinato.
Ana foi encontrada trancada em um dos quartos da residência, sem sinais de vida, mesmo após o acionamento imediato do socorro.
O suspeito alegou que o crime aconteceu após um desentendimento com a vítima e, após cometer o ato, passou a circular pela cidade no carro da família antes de se apresentar à polícia.
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Segundo o delegado, ele relatou os fatos com extrema frieza.
Investigação e despedida
A Polícia Militar isolou o local para o trabalho da Polícia Científica, enquanto a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a motivação e a dinâmica do crime. Não havia medida protetiva vigente contra o suspeito.
Ana Dayse será velada na Capela Municipal de Maravilha nesta segunda-feira (26), e o sepultamento ocorrerá na terça-feira (27), no Cemitério Vale da Paz, em Diadema, São Paulo.

Aos 36 anos, Ana estava prestes a concluir o curso de Técnica em Enfermagem, cuja formatura aconteceria em 21 de fevereiro.
Em homenagem à estudante, o instituto decretou três dias de luto oficial e organiza uma caminhada de solidariedade e pedido por justiça nesta segunda-feira, às 19h, em frente ao Instituto MH, onde amigos, familiares e colegas levarão velas brancas como símbolo de respeito.
Nas redes sociais, Ana foi lembrada como uma mãe dedicada, amiga e profissional exemplar, e mensagens destacaram a dor e indignação diante do crime: “Mais uma mulher vítima de feminicídio. Vou sentir muita saudade de dar risada contigo no trabalho”, escreveu uma amiga.




