O Brasil encerrou o ano de 2025 gastando 1 trilhão de reais com juros provenientes da dívida pública, de acordo com dados que foram divulgados nesta sexta-feira, 30. As informações mostram que, no ano passado, o País fechou o ciclo com um saldo negativo, em razão, segundo nota, do déficit do governo federal, que teve o crescimento de despesas maior que as receitas.
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Em comparação com 2024, houve um crescimento do déficit. Naquele ano, as contas fecharam o ciclo com um déficit primário de R$ 47,533 bilhões, ou seja, 0,4% do PIB. Em 2025, segundo os dados divulgados, o Brasil registrou um déficit primário de R$ 55,021 bilhões, o que representa 0,43% do Produto Interno Bruto – PIB.
Nestes dados divulgados pelo Banco Central – BC, na manhã desta sexta-feira, constam apenas os dados referentes ao déficit primário, despesas menos receitas, desconsidera-se assim o pagamento dos juros da dívida pública.
1 trilhão de reais apenas em juros
Se olhados os dados da dívida pública do País, o Brasil paga atualmente 1 trilhão de reais apenas para arcar com juros. No mesmo documento divulgado na manhã desta sexta-feira, o BC apresentou os valores da dívida pública brasileira. De acordo com a instituição, ela fechou 2025 em 7,8%, do PIB, uma alta de 2,4 pontos em relação a 2024.
Especialistas afirmam que a queda do dólar ao longo de 2025 gerou impacto positivo, fazendo com que as despesas do governo com juros no ano passado não fossem maiores. Mesmo assim, o gasto nominal com juros da dívida é o maior já registrado pelo BC. Esta movimentação gerou uma pressão de 8,9 pontos percentuais no endividamento público, sendo que fatores como crescimento do PIB, resgates de títulos e valorização do real acabaram amortizando a situação.
O Tesouro Nacional destaca que o expressivo valor deve-se ao crescimento com gastos obrigatórios do governo, como Previdência Social e também o Benefício de Prestação Continuada – BPC. Já quando se observam os juros pagos, o governo coloca a taxa de juros como o principal pilar para os números expressivos apresentados. Na quarta-feira, 29, a primeira “Super Quarta” de 2026, o Banco Central publicou mais uma ata do Copom, onde manteve a taxa em 15%.
Valores são reflexo de inúmeros fatores
Os valores apresentados pelo BC Nesta sexta-feira, 30, vem sendo desenvolvidos desde o início da década de 2020, ainda no governo de Jair Bolsonaro. Na época o ex-presidente utilizou de artifícios populistas que estouraram o teto de gastos, como a manobra para reduzir artificialmente o preço dos combustíveis e o triplicar do valor do antigo Auxílio Brasil.
No governo Lula 3, as regras mais frouxas do novo arcabouço fiscal e a continuidade do aumento de grandes gastos , tais como a Previdência e também benefícios sociais, fez com que a conta continuasse crescendo.



