Uma pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) mostra que 30% dos brasileiros afirmam ter sido beneficiados pela isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. Outros 67% disseram não ter recebido impacto positivo, e 3% não souberam ou não responderam.
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O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e índice de confiabilidade de 95%.
Diferenças regionais e por faixa de renda
O estudo revela diferenças significativas entre regiões e rendas.
No Nordeste, apenas 23% dos brasileiros afirmaram ter sido beneficiados, enquanto o Sul teve o maior impacto positivo, com 38%. O Sudeste registrou 31%, e Centro-Oeste/Norte alcançou 32%.
Quando analisados por faixa de renda, os resultados mostram que quem ganha até dois salários mínimos teve menor percepção de benefício: 23% sentiram impacto, contra 74% que não perceberam diferença.
Entre os que recebem entre dois e cinco salários mínimos, público-alvo principal da medida do governo, 34% declararam ter sido beneficiados, enquanto 63% afirmaram não ter notado mudanças. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 33% disseram ter se beneficiado, e 65% não perceberam alterações.
Impactos na renda percebida
A pesquisa também investigou a percepção de aumento de renda. 15% dos brasileiros disseram que a renda aumentou significativamente, enquanto 32% perceberam uma diferença, mas de menor intensidade. Metade dos entrevistados (50%) afirmou não ter notado impacto algum, e 3% não souberam ou não responderam.
Por faixa de renda, 15% dos que ganham até dois salários mínimos notaram aumento considerável; entre os que recebem de dois a cinco salários, 14% perceberam impacto relevante; e 17% dos que ganham mais de cinco salários afirmaram ter visto aumento significativo na renda.
O levantamento aponta que, embora a isenção do IR tenha atingido apenas uma parcela de brasileiros, a medida teve maior efeito entre as faixas médias e altas, e sua percepção varia fortemente conforme região e renda. e altas, e sua percepção varia fortemente conforme região e renda.




