A safra de alho 2025/2026 em Santa Catarina avança com expansão da área cultivada e crescimento expressivo da produção, mas enfrenta um cenário de forte queda nos preços pagos aos produtores e no mercado atacadista.
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Segundo o Infoagro da Epagri/Cepa, nesta safra a área plantada atingiu 747 hectares, representando um aumento de 13% em relação ao ciclo anterior. Com esse crescimento, a produção esperada chega a 8.635 toneladas, volume 19% superior ao registrado na safra passada.
A produtividade média também evoluiu, alcançando 11,5 toneladas por hectare, alta de 5% na comparação anual.
Apesar do desempenho positivo no campo, o mercado iniciou 2026 pressionado pelos preços.
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A comercialização começou em janeiro, com o alho nobre tipos 4 e 5 sendo negociado ao produtor por R$ 88,75 por caixa de 10 quilos, valor 46% inferior ao registrado em janeiro de 2025, sinalizando um ajuste considerável nas cotações.
No atacado, o produto é vendido a R$ 142,50, recuo de 5% em relação a dezembro de 2025 e 32% frente a janeiro do ano passado. Esse movimento reflete maior oferta e ambiente de preços mais baixos ao longo da cadeia de comercialização.
Concorrência e importações pressionam o mercado
A analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Lillian Bastian, destaca que a queda nos preços está ligada ao aumento da oferta no mercado.
“Esse cenário de ampla disponibilidade, que reúne o alho catarinense, o produto do Cerrado e o volume importado, intensifica a concorrência no mercado interno, reduzindo as oportunidades de comercialização e pressionando os preços para patamares mais baixos”, explica Bastian.

Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, o Brasil importou cerca de 35 mil toneladas, principalmente da Argentina, aumentando ainda mais a oferta.
Mesmo com preços menores, o aumento da produção reforça a importância do alho na diversificação agrícola de Santa Catarina.
A combinação de maior área cultivada, ganhos de produtividade e desafios de mercado deve definir o comportamento do setor durante toda a safra 2025/2026.
Produtores e atacadistas precisam se adaptar às novas condições, equilibrando volume e preço para manter a competitividade e a rentabilidade do setor.




