Greve geral na Argentina causa transtornos no Brasil

Em Santa Catarina, a greve já afetou pelo menos 32 voos, entre chegadas e partidas, segundo a concessionária Zurich Airport Brasil

A greve geral contra a reforma trabalhista na Argentina provoca impactos diretos no Aeroporto Internacional de Florianópolis nesta quinta-feira (19). Convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) após a aprovação do projeto pelo Senado argentino na semana passada, a paralisação já gerou a suspensão de diversos voos, afetando passageiros brasileiros e internacionais.

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Segundo a Zurich Airport Brasil, concessionária do aeroporto, pelo menos 32 voos entre chegadas e partidas foram cancelados entre quarta (18) e quinta-feira (19).

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A empresa recomenda que os passageiros consultem os canais oficiais das companhias aéreas antes de se dirigir ao aeroporto e evitem deslocamentos desnecessários.

Em nota, a Latam informou que precisou ajustar sua operação diante da adesão dos sindicatos da Intercargo, responsável pelos serviços de rampa nos aeroportos da Argentina.

“Diante disso, alguns voos poderão operar com alteração de horário e/ou data, sem necessariamente serem cancelados. Recomendamos que os passageiros verifiquem o status de seus voos antes de se dirigir ao aeroporto”, explicou a companhia. Passageiros afetados podem optar por remarcar sem custo ou solicitar reembolso integral.

A Gol Linhas Aéreas também se manifestou, afirmando que clientes impactados estão sendo informados via e-mail, podendo remarcar os voos sem custo ou receber créditos pelo site da empresa. Ambas as companhias pedem atenção redobrada aos horários dos voos nesta quinta.

SC terá voos regionais com conexão em Joaçaba e Caçador até o fim de 2025
Foto: Divulgação

Principais rotas afetadas

Entre os voos cancelados estão partidas para Buenos Aires (Ezeiza e Aeroparque), San Miguel de Tucumán e Rosario, operados por Latam, Gol, Jet Smart, Fly Bondi e Aerolíneas Argentinas. Voos de chegada com origem nos mesmos destinos também foram suspensos.

Contexto da greve na Argentina

A paralisação começou à meia-noite desta quinta (18), coincidindo com o início da análise da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados argentina, enviada pelo governo de Javier Milei.

Segundo a Associated Press, a expectativa é que o projeto seja levado ao plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovado até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo.

Novos protestos são previstos, e o governo orientou a imprensa a adotar “medidas de segurança” devido a possíveis situações de risco nos atos programados.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações NSC/O Globo

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