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Redução da jornada coloca 41 mil empregos em risco em SC, segundo a FIESC

O presidente da entidade, Gilberto Seleme, alerta que setores como alimentos e madeira, seriam os mais afetados

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) alerta que a proposta de reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem corte salarial poderia resultar na perda de 41,4 mil empregos nos próximos dois anos no estado. Segundo o estudo entregue à bancada catarinense na noite de terça-feira (24), 19,1 mil desses postos seriam extintos apenas na indústria, reflexo de um aumento de 9,7% nos custos trabalhistas.

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O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, explica que “a perda de competitividade da indústria de SC nos mercados internacionais e a redução no nível de atividade econômica vão impactar especialmente os setores intensivos em mão de obra e que são mais sensíveis a preços tanto no exterior como no Brasil”.

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Ele reforça que “esse encontro do setor produtivo com os parlamentares é tão importante. A discussão sobre a redução da jornada de trabalho não pode ser feita de maneira apressada, pois as consequências são de grande relevância”.

Setores como alimentos e madeira seriam fortemente afetados, pois são grandes empregadores e exportadores, enfrentando concorrência pesada no exterior.

“São sensíveis a preços e contam com pouco espaço para absorver aumentos de custos como os que seriam provocados pela redução da jornada sem redução de salários”, acrescenta Seleme.

O estudo aponta ainda que as exportações de SC poderiam cair 1,07%, com destaque para carne de aves (-3,3%), carne suína (-3,1%) e madeira bruta (-2,6%).

Reflexos no PIB e na economia estadual

O documento projeta também que o PIB de Santa Catarina cairia 0,6% nos próximos dois anos, com a indústria sofrendo retração de 1,15%.

A região Oeste teria o maior impacto, com queda de 1,39%, devido à redução nas vendas externas e à perda de competitividade no mercado doméstico, que poderia elevar a entrada de produtos importados.

Segundo o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, “reduzir a jornada aqui sem ampliar a produtividade tende a resultar em menor produção e preços mais altos, ampliando ainda mais a perda de competitividade do produto brasileiro”.

Embora o aumento de custos pudesse gerar salários mais altos e, consequentemente, maior consumo, o estudo estima que isso não compensaria a queda de competitividade.

O aumento médio de preços em SC seria de 2,64%, com setores intensivos em mão de obra, como a construção civil, podendo ter alta de 4,26%, e outros setores, como alimentos (+3,6%) e vestuário (+3,57%), impactando diretamente o consumo familiar. Seleme também alerta que parte dos empregos poderia ser substituída por sistemas automatizados, principalmente na indústria.

Posicionamento político

O coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado Ismael dos Santos, afirmou que é necessário avançar no debate sobre flexibilização da jornada, mas não da forma proposta atualmente.

“Vai quebrar esse país. Tenho conversado com a indústria, o comércio e terceiro setor. É impossível a implementação e neste momento é uma proposta eleitoreira”, disse.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações FIESC

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