A professora caçadorense Ketlin Souza, de 26 anos, vive uma batalha pela própria vida desde o dia 6 de janeiro, quando sofreu um AVC isquêmico, seguido de um AVC hemorrágico e, posteriormente, uma parada cardíaca. Desde então, a jovem enfrenta uma série de desafios pela saúde que exigem uma cirurgia de alta complexidade, orçada em R$ 75 mil.
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Segundo a mãe, Sandra Daiane, dias antes do ocorrido Ketlin já apresentava fortes dores de cabeça, mas não relatou à família a intensidade dos sintomas. Uma amiga que estava com ela percebeu que Ketlin começou a derrubar objetos e a falar com a voz enrolada. Acreditando que fosse apenas cansaço, a amiga foi para casa e não avisou familiares.
Durante a madrugada, o quadro evoluiu para um AVC hemorrágico. A jovem sofreu uma trombose cerebral e apresentou diversas convulsões. Ela foi encontrada apenas no dia seguinte, entre 14h e 14h30, bastante machucada e com sinais das crises convulsivas.
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Ao dar entrada no hospital a professora sofreu uma parada cardíaca e precisou ser entubada. Ela aguardou vaga em UTI e permaneceu internada por 11 dias em Caçador. Posteriormente, foi transferida para Videira devido a complicações renais.
Após oito dias entubada, desenvolveu estenose traqueal, um estreitamento severo da traqueia. Atualmente, a passagem de ar é de apenas 7 milímetros — comparada pela família ao espaço interno de um tubo de caneta. O risco de parada respiratória é considerado alto, motivo pelo qual Ketlin precisa permanecer em repouso absoluto. Até mesmo atividades simples, como levantar da cama ou tomar banho, provocam falta de ar intensa.
Diante da gravidade, Sandra Daiane deixou o trabalho para cuidar integralmente da filha.
Cirurgia é complexa e será realizada em três etapas
A cirurgia necessária é delicada e envolve a retirada da parte comprometida da traqueia. De acordo com explicações médicas repassadas à família, será removida a área afetada pela estenose e utilizado um enxerto retirado das costas da paciente para reconstrução. Em seguida, a traqueia será reconectada. O procedimento ocorrerá em três etapas, exigindo internação prolongada.
A família buscou alternativas pelo SUS. Embora existam cirurgiões torácicos na rede pública, o procedimento oferecido inicialmente seria uma broncoscopia com dilatação para ampliar temporariamente a passagem de ar. Contudo, segundo orientação médica, essa intervenção pode danificar os anéis da traqueia e prejudicar a cirurgia definitiva, que será inevitável.
Outra possibilidade seria a realização de uma traqueostomia, também disponível pelo SUS. No entanto, além de ser invasiva e exigir trocas periódicas, poderia comprometer ainda mais a qualidade de vida da professora, inclusive na fala.
De acordo com o médico responsável, a cirurgia definitiva pode devolver a vida normal à jovem. A expectativa é que, após alguns meses de recuperação, ela possa voltar a trabalhar, respirar normalmente e retomar sua rotina.
Como ajudar
Para custear o procedimento, a família iniciou uma campanha solidária. A vaquinha online pode ser encontrada pelo ID 59650, com o título “Ajude na cirurgia da Ketlin”.
Também é possível contribuir via Pix, diretamente para a mãe Sandra Daiane Silva, pelo CPF 036.438.769-63.
A meta é arrecadar R$ 75 mil. Assim que o valor for atingido, a cirurgia será imediatamente agendada.
A família reforça que qualquer valor é bem-vindo — R$ 1, R$ 2, R$ 10 ou o que cada pessoa puder contribuir. Quem não puder ajudar financeiramente pode colaborar com orações, pensamentos e energias positivas.
A mobilização busca garantir que Ketlin, que sempre sonhou em ser professora e construiu sua trajetória com esforço e independência, tenha a chance de recuperar sua saúde e voltar à sala de aula.




