A Nestlé Purina colocou em operação nesta terça-feira (3) sua mais nova unidade industrial dedicada à produção de alimentos para cães e gatos no município de Vargeão, no Oeste catarinense. O empreendimento, orçado em R$ 2,5 bilhões, é o maior aporte já realizado pela companhia no segmento pet em território brasileiro e marca um novo capítulo na expansão da marca no país.
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Ainda neste mês, a planta iniciará o envio de produtos ao mercado externo. O primeiro destino será o Chile, com um cronograma que prevê, ao longo do ano, a ampliação das exportações para Colômbia e México, fortalecendo a presença da empresa na América Latina.
Com a ativação da primeira linha produtiva, a capacidade nacional de fabricação de alimentos úmidos praticamente dobra. O Brasil ocupa hoje a terceira colocação entre os maiores mercados globais do setor pet, reunindo uma população superior a 150 milhões de animais de estimação, cenário que impulsiona investimentos e inovação.
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O CEO da Nestlé Brasil, Marcelo Melchior, ressalta que a Purina figura entre as quatro principais prioridades estratégicas globais da companhia. Segundo ele, a nova fábrica consolida a estratégia de ampliar o portfólio de alimentos úmidos premium, oferecendo diferentes texturas e experiências sensoriais, com foco em nutrição de alta performance para cães e gatos.

A definição por Santa Catarina levou em conta fatores logísticos e produtivos. O estado se destaca pela forte cadeia de suínos e aves, assegurando acesso facilitado a proteínas e subprodutos de origem animal, insumos essenciais para a fabricação de rações.
Conforme Rodrigo Maingue, diretor executivo da Purina no Brasil, a unidade catarinense atua de forma complementar à fábrica de Ribeirão Preto, que opera há mais de 50 anos. Juntas, as duas estruturas ampliam a musculatura produtiva nacional e reforçam o protagonismo brasileiro na estratégia internacional da Nestlé para o mercado pet.
Tecnologia e sustentabilidade
Projetada dentro dos conceitos da Indústria 4.0, a nova planta incorpora tecnologia patenteada pela própria Purina. O complexo dispõe de processos altamente automatizados, utilização de robôs nas etapas de envase e embalagem e um Centro de Operações Integradas (COI). O sistema ainda integra recursos de Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial, permitindo monitoramento em tempo real, rastreabilidade digital completa e um modelo operacional sem uso de papel.
No campo ambiental, a fábrica se destaca por ser a primeira da Purina na América Latina a funcionar com energia totalmente renovável, tanto térmica quanto elétrica. A estrutura utiliza caldeira abastecida com biomassa e energia proveniente de fontes limpas, além de iluminação 100% em LED, sistema de reaproveitamento hídrico, tratamento avançado de efluentes e política de destinação zero de resíduos para aterros. A iniciativa está alinhada ao compromisso global da Nestlé de alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Impacto na geração de empregos
A operação gera 140 postos de trabalho diretos. Do total, 42% são ocupados por mulheres, que também representam metade das posições de liderança na unidade. Há ainda 44 vagas indiretas e aproximadamente 200 profissionais terceirizados envolvidos nas atividades diárias.
Durante o período de obras, cerca de 7,2 mil trabalhadores participaram da construção. Em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, a empresa promoveu a capacitação de 150 pessoas para atuação na rotina industrial, contribuindo para a qualificação da mão de obra regional e o fortalecimento da economia local.




