Nesta quinta-feira (12), o Dia Mundial do Rim reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença renal crônica (DRC), que afeta mais de 10% da população mundial.
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No Brasil, mais de 170 mil pessoas dependem de diálise, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).
Em Santa Catarina, a situação também exige atenção: são 3.902 pacientes em hemodiálise, 370 em diálise peritoneal e 3.014 em acompanhamento especializado nos estágios 4 e 5 da doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC).
“A DRC costuma estar associada a outras comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes, o que aumenta os riscos para os pacientes”, destaca a SES/SC.
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Distribuição de pacientes em hemodiálise por região
Os pacientes que fazem hemodiálise em Santa Catarina estão distribuídos de forma desigual pelo Estado, de acordo com dados da SES/SC:
- Grande Oeste: 9,3%
- Meio-Deste: 7,3%
- Serra: 4,8%
- Vale do Itajaí: 15,6%
- Nordeste: 22%
- Foz do Itajaí: 14,8%
- Sul: 14,2%
- Grande Florianópolis: 12%

Essa distribuição reflete a presença de clínicas especializadas e a demanda regional por tratamento de alta complexidade. Atualmente, 31 unidades oferecem atendimento em nefrologia em Santa Catarina, garantindo cobertura em todas as regiões do Estado.
Entre os avanços recentes, destaca-se o Centro de Alta Complexidade Renal da Renal Vida, inaugurado em julho de 2025, em Florianópolis, ampliando o acesso a atendimento especializado.
Programação educativa no HU-UFSC
O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), da Universidade Federal de Santa Catarina, promove nesta quinta atividades voltadas à conscientização sobre a DRC.
A programação inclui exercícios físicos orientados por fisioterapeutas, aferição de pressão arterial, exames de creatinina, palestras sobre o uso inadequado de medicamentos e orientações sobre hábitos de vida saudáveis. O foco é atingir grupos de risco, como hipertensos, diabéticos e idosos.

Prevenção e sinais de alerta
A doença renal pode ser detectada por exames de sangue e urina, e seu diagnóstico precoce permite controle eficaz e prevenção de complicações.
Sintomas incluem
- dor lombar,
- fadiga,
- fraqueza,
- perda de apetite,
- náuseas,
- vômitos,
- edemas e
- alterações na urina.
Pessoas idosas, com hipertensão, diabetes, obesidade ou que usam regularmente anti-inflamatórios estão mais suscetíveis.
Medidas preventivas incluem alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, controle de peso, pressão arterial e glicemia, além de evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.




