Quadrilha que produzia armas em impressoras 3D é alvo de operação

A operação ocorreu em 11 estados, incluindo Santa Catarina

A Polícia Civil e o Ministério da Justiça realizaram uma operação nacional que desmantelou uma quadrilha especializada na fabricação de armas com impressoras 3D.

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O principal alvo, Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca, foi preso na manhã desta quinta-feira (12) em Rio das Pedras, interior de São Paulo.

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Ele é engenheiro e usava um nome falso para divulgar testes balísticos e orientações de montagem de armas.

O caso faz parte da Operação Shadowgun, que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em 11 estados brasileiros.

Como funcionava o esquema

O grupo criava armas semiautomáticas não rastreáveis e produzidas em impressoras 3D, além de acessórios como carregadores.

Lucas elaborou um manual de mais de 100 páginas, permitindo que pessoas com conhecimento intermediário em impressão 3D pudessem fabricar armas em casa com baixo custo.

O material era divulgado em redes sociais, fóruns especializados e na dark web, e os pagamentos eram feitos em criptomoedas.

Segundo a polícia, cada integrante da quadrilha tinha função definida: “suporte técnico” direto, divulgação e articulação ideológica, e propaganda e identidade visual.

A organização combinava conhecimentos em engenharia, impressão 3D e segurança digital, viabilizando a produção e distribuição do armamento.

Prisões e apreensões

Além de Lucas, outros três homens foram detidos até o momento. Na cidade paulista, os agentes apreenderam armas de diferentes calibres, incluindo pistolas, revólveres, espingardas e rifles, além de coletes, capacetes, munições, rádios, computadores e impressoras 3D.

No total, foram cumpridos 5 mandados de prisão e 36 de busca em São Paulo, enquanto ações simultâneas ocorreram em Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.

Venda e alcance do esquema

Entre 2021 e 2022, a quadrilha negociou armas e acessórios com 79 compradores espalhados pelos 11 estados, muitos deles com antecedentes criminais.

As investigações apontam que parte do material abastecia o crime organizado, incluindo tráfico de drogas e milícias. Os denunciados responderão por organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas de fogo.

A operação evidencia a evolução do crime digital e o uso de tecnologias como impressoras 3D para fabricar armamento ilegal, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa e cooperação entre estados.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações G1

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