Santa Catarina avança no fortalecimento da ovinocaprinocultura ao investir em parcerias estratégicas voltadas à inovação, aumento da produtividade e ampliação de mercado. Nesta semana, representantes do projeto estadual estiveram na Embrapa Pecuária Sul, em Bagé, para prospectar cooperações que impulsionem o desenvolvimento integrado da cadeia produtiva — desde a produção no campo até o processamento e a comercialização da carne ovina.
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A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina foi representada pelo coordenador do projeto, Paulo Arruda, que destacou a importância da aproximação com instituições de referência. “A busca por parcerias com a Embrapa é fundamental para acelerar a adoção de tecnologias e fortalecer a atividade no estado, oferecendo mais competitividade ao produtor e ampliando oportunidades de mercado para a carne ovina catarinense”, afirmou.
Entre os principais temas discutidos estão o melhoramento genético animal e o uso de tecnologias para o processamento da carne. Segundo o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Gustavo Martins da Silva, soluções já desenvolvidas podem gerar resultados rápidos no campo.
“A genética voltada ao aumento da prolificidade, com maior número de cordeiros nascidos, é uma forma eficiente de elevar a produtividade, desde que acompanhada de um bom manejo reprodutivo”
Durante o encontro, a pesquisadora Elen Nalério apresentou estudos sobre tecnologia da carne voltados à agregação de valor e melhor aproveitamento do produto. Já os pesquisadores José Carlos Hoff, Magda Benevides e José Carlos Ferrugem destacaram avanços no melhoramento genético, com foco em características como maior resistência a parasitas, aumento da prolificidade, perda espontânea de lã e melhor conformação de carcaça.
A ovinocaprinocultura tem ganhado espaço em Santa Catarina como alternativa de diversificação, especialmente em propriedades familiares. Dados da Epagri/Cepa apontam que o estado possui cerca de 348 mil cabeças de ovinos distribuídas entre aproximadamente 15 mil produtores. Já o rebanho de caprinos soma cerca de 34 mil animais, com aproximadamente 3,8 mil produtores. Atualmente, cerca de 800 produtores recebem atendimento por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), com foco em boas práticas, gestão e melhoramento genético.
Para impulsionar ainda mais o setor, está em andamento uma cooperação entre a Secretaria de Agricultura e o Sebrae/SC, com apoio do Senar. A iniciativa amplia o acesso à assistência técnica e gerencial no campo, contando também com a atuação da Epagri e da Cidasc, que desempenham papel essencial na extensão rural, defesa sanitária e desenvolvimento sustentável da atividade.
Além do fortalecimento produtivo, a estratégia busca integrar a produção agropecuária com a gastronomia e o turismo rural, agregando valor à cadeia produtiva. O setor também conta com uma Câmara Setorial estruturada, garantindo governança ativa e alinhamento entre os diferentes elos da produção, processamento e comercialização, consolidando a ovinocaprinocultura como uma atividade promissora para geração de renda no campo catarinense.




