A Polícia Federal realizou na manhã desta terça-feira (31), uma operação com o objetivo de desarticular um esquema organizado de tráfico internacional de medicamentos controlados e entorpecentes com atuação no Oeste de Santa Catarina.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
De acordo com as apurações, um servidor público e sua esposa são apontados como responsáveis por enviar, de forma ilegal, remessas contendo substâncias controladas e drogas para o exterior.
A ação ocorreu em Chapecó e região, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços — dois localizados em Capinzal (SC) e um em Ouro (SC). Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes federais recolheram celulares, documentos e diversos medicamentos. Um dos investigados acabou sendo preso em flagrante.
Veja também
GAECO investiga esquema de rachadinha na região do Contestado
Drones da PRF registram infrações sem precisar parar os motoristas

As investigações começaram após um alerta internacional emitido pelo projeto GRIDS (Global Rapid Interdiction of Dangerous Substances), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). O sistema identificou sucessivas apreensões de encomendas contendo fármacos de uso controlado, como opioides e benzodiazepínicos, no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos. Ao todo, foram comunicadas 15 interceptações de objetos postais enviados a partir de Santa Catarina. Também houve registro de apreensão de cocaína vinculada ao mesmo endereço investigado.
No avanço das diligências, a Polícia Federal identificou que o esquema era coordenado por um farmacêutico, que também é servidor público, com apoio direto da esposa, responsável pela organização logística das remessas. Para viabilizar as vendas ilegais, o casal utilizava uma plataforma de comércio eletrônico.

As análises permitiram ainda mapear a dinâmica de envio do grupo, revelando mais de 900 registros de postagens realizadas nos últimos anos. As encomendas tinham como destino diversas regiões do Brasil e países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e República Tcheca, o que reforça a continuidade e a dimensão da atividade criminosa.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, além de associação para o tráfico, cujas penas podem ser agravadas devido à atuação estruturada e reiterada do grupo.






