O número de ocorrências de afogamentos atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) apresentou aumento significativo em Santa Catarina durante o verão 2025/2026. Conforme dados oficiais, entre dezembro de 2025 e março de 2026 foram registrados 138 atendimentos, o que representa um crescimento de 36,6% em comparação com o mesmo período da temporada anterior, quando houve 101 ocorrências.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
As regiões com maior concentração de casos neste verão foram a Grande Florianópolis, a Foz do Rio Itajaí e o Norte/Nordeste do estado.
No verão anterior, os registros mais elevados haviam sido observados na Grande Florianópolis, Sul e também na Foz do Rio Itajaí. O cenário reforça a necessidade de atenção redobrada, especialmente em áreas com grande fluxo de turistas.
De acordo com o superintendente de Urgência e Emergência, Marcos Fonseca, o aumento está relacionado, entre outros fatores, à intensificação do turismo e à ampliação dos serviços de saúde.
Veja também
Homem é condenado após ataque a facadas em lanchonete de Videira
Futuro das cotas raciais em universidades de SC será definido pelo STF
“Desde 2023, o Governo de Santa Catarina tem investido em saúde e prevenção, impulsionando o turismo no estado, especialmente na faixa litorânea. Para atender esse aumento na demanda e qualificar ainda mais a assistência, o Estado ampliou a cobertura dos serviços de emergência, com novas unidades de suporte avançado e básico, motolâncias, reforço das equipes nas centrais de regulação, e consolidação do serviço aeromédico, que hoje opera com sete aeronaves. Paralelamente, são realizadas de forma contínua atividades educativas para capacitar profissionais e orientar a população, com foco também na prevenção de afogamentos, respeitando a sinalização das praias, a supervisão de crianças e a atenção às recomendações dos guarda-vidas”, destacou.
Perfil das vítimas preocupa especialistas
Ao longo de todo o ano de 2025, o SAMU contabilizou 234 atendimentos relacionados a afogamentos em Santa Catarina, um aumento de 6,4% em relação a 2024.
A maior parte das ocorrências foi atendida por Unidades de Suporte Avançado (92 casos) e Unidades de Suporte Básico (64), além do uso de helicópteros, serviço aeromédico e motolâncias.
Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) indicam que entre 75% e 85% das vítimas são homens, principalmente na faixa etária entre 15 e 39 anos, grupo que apresenta maior exposição ao risco.
Crianças entre 1 e 4 anos também aparecem como público vulnerável, especialmente em ambientes domésticos, como piscinas e caixas d’água.
Atendimentos de afogamento por macrorregião

Cuidados simples podem salvar vidas
O diretor técnico do SAMU/FAHECE e médico de voo do serviço aeromédico, Dr. Bruno Quercia Barros, reforça que atitudes preventivas são essenciais para reduzir os casos.
Ele orienta que crianças nunca sejam deixadas sozinhas perto da água, que se evite nadar após o consumo de álcool e que sejam respeitadas as sinalizações e orientações dos guarda-vidas.
Além disso, é fundamental evitar locais desconhecidos, manter atenção em rios, açudes e piscinas e utilizar equipamentos de segurança quando necessário.
O especialista também alerta para riscos associados a condições clínicas, como convulsões e problemas cardíacos, que podem agravar situações de afogamento.
Diante do aumento expressivo dos casos, autoridades reforçam que a conscientização da população é o principal caminho para evitar tragédias, principalmente durante períodos de maior movimentação turística no estado.






