Moradores de SC vivem pesadelo com infestação de mosquitos

A situação é crítica, e muitas famílias permanecem com portas e janelas fechadas, vestindo roupas de proteção para se proteger dos mosquitos

A cidade de Ilhota, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, com cerca de 17 mil habitantes, enfrenta uma infestação crescente de maruins, pequenos mosquitos cujas picadas provocam intensa coceira e podem transmitir doenças, como a Febre do Oropouche. A situação tem afetado especialmente a região do Braço do Baú, onde moradores relatam dificuldades para permanecer em suas casas e recorreram às autoridades sem obter soluções efetivas.

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“Durante o dia, a gente está preso como prisioneiros dentro das nossas casas. Nós somos prisioneiros das nossas casas”, relatou Patricia Zigoski Uchôa. Outro morador, Jaqueline Fischer, acrescentou: “Tem que botar calça, casaco, luvas, nesse calorão.

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Os bichos avançam no rosto da gente”. Mesmo com temperaturas que chegam a 30°C, os moradores precisam usar roupas protetoras e manter portas e janelas fechadas, além de ventiladores ligados para amenizar o calor.

O que diz a Prefeitura

O município de Ilhota informou que utiliza larvicidas biológicos para controlar outros tipos de mosquitos, mas que essas ações não têm efeito sobre o maruim.

A situação se complica ainda mais devido à ausência de produtos específicos comprovadamente eficazes contra o inseto, que também vem provocando problemas na vizinha Luiz Alves.

Diversas pessoas foram pras redes sociais comentar sobre o assunto

A aposentada Veronita Pelz, diagnosticada com câncer em dezembro, revelou que deixou de frequentar áreas externas da própria residência:

“O médico até me mandou pegar um sol, porque o sol tem vitamina. Mas lá é um sossego, porque não tem maruim”.

O professor de ecologia e zoologia Luiz Carlos de Pinha, da UFSC, explica que apenas as fêmeas do mosquito picam, buscando sangue para a produção de ovos.

“O mais comum é o incômodo que ela causa, essa queimação na pele, ardência bem incômoda mesmo. Em volume grande, há risco de transmissão de patógenos”, detalhou. Além de causar irritações, o maruim pode transmitir doenças a animais domésticos e, em humanos, a Febre do Oropouche, com sintomas semelhantes aos da dengue, incluindo febre e dores nas articulações.

As autoridades locais reforçam que a população deve redobrar os cuidados, evitando acúmulo de água parada e mantendo medidas de proteção, enquanto buscam alternativas de controle mais eficazes para conter a infestação.

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Fonte:
Portal RBV | Com informações NSC/ G1

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