Empresas catarinenses têm em média 20% da frota parada por falta de motoristas

De acordo com a Confederação Nacional do Transporte, cerca de 44% das empresas do setor têm vagas abertas que não conseguem preencher

O setor de transporte rodoviário de cargas enfrenta um cenário preocupante de falta de mão de obra em Santa Catarina e em todo o Brasil. De acordo com dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 44% das empresas do setor possuem vagas de trabalho não preenchidas, o que representa quase metade dos empreendimentos com dificuldade para contratar profissionais.

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O levantamento mostra ainda que a maioria dessas empresas mantém cinco ou mais vagas abertas, refletindo um problema estrutural que afeta diretamente a logística nacional.

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Santa Catarina registra cerca de 15 mil vagas em aberto

No estado catarinense, a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística aponta que o déficit chega a aproximadamente 15 mil profissionais. Como consequência direta, cada empresa do setor mantém em média 20% da frota de caminhões parada por falta de motoristas.

Esse cenário impacta a eficiência das operações e aumenta os desafios para atender a demanda crescente do transporte de mercadorias.

Envelhecimento da categoria preocupa o setor

Segundo representantes do setor, a redução na oferta de mão de obra tem se intensificado ao longo dos últimos anos. O presidente da FETRANSESC, Dagnor Schneider, explica que o envelhecimento da categoria é um dos principais fatores do problema.

“Nós tivemos ao longo dos últimos dez anos um decréscimo na oferta dessa mão de obra tão importante, tão estratégica para a atividade de transporte de cargas. Para a logística brasileira, então, literalmente nós dependemos do profissional do volante para fazer toda a movimentação logística da atividade econômica. E o que a gente percebe é que nós temos uma mão de obra envelhecendo, a idade média hoje do profissional está na hora de 54 anos, então tem mais profissionais saindo da atividade do que entrando e ingressando na atividade. Então o que nós precisamos? Gerar mecanismos de estímulo, de incentivo para que esse profissional venha a ter interesse.”

A CNT aponta ainda que 65% das empresas enfrentam dificuldades para contratar motoristas, o que reforça a urgência do problema.

Capacitação é apontada como parte da solução

Além da atração de novos profissionais, o setor destaca a necessidade de qualificação. Instituições como o SEST SENAT e a FABET atuam na formação de motoristas e capacitação técnica.

O presidente da FETRANSESC também destaca a complexidade da função exercida pelos caminhoneiros, ressaltando o alto valor e risco envolvidos nas operações logísticas, o que exige treinamento especializado e constante atualização.

A CNT ainda alerta que possíveis mudanças no regime de trabalho em discussão no Congresso podem agravar o cenário. Segundo a entidade, para manter o nível atual de serviços com redução de jornada, seria necessário contratar cerca de 240 mil novos trabalhadores em todo o país.

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Fonte:
Portal RBV | Com informações Acaert

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