Epagri mede a emissão de gases de efeito estufa pelo gado

Os cientistas buscam reduzir as emissões de metano e melhorar o ganho médio diário e o desempenho produtivo do gado

Referência em estudos sobre gases do efeito estufa, a Estação Experimental de Lages, mais antiga unidade da Epagri em Santa Catarina, com 114 anos de história, oferece mais uma importante contribuição à ciência para combate ao aquecimento global.

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O trabalho é desenvolvido pela Epagri, em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). 

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A pesquisa está inserida no projeto estadual Pecuária ConSCiente Carbono Zero e também faz parte da dissertação de mestrado da engenheira-agrônoma Laura Helena Rehbein, mestranda em Ciência Animal no Centro de Ciências Agroveterinárias de Lages (CAV/Udesc).

O estudo consiste em utilizar um aditivo de taninos (compostos químicos naturais encontrados em plantas, cascas, sementes e folhas) no suplemento dos bovinos. Neste caso específico, é utilizada a acácia negra, uma das espécies florestais mais comuns no Brasil. Este aditivo já demonstrou resultados positivos em trabalhos realizados in vitro e, agora, precisa ser testado em animais para confirmar a eficácia.

Objetivo é proporcionar solução sustentável e atividade rentável

Com equipamentos como o Green Feed, que faz medições instantâneas de metano entérico emitido pelos animais, e o emprego de sistemas de cocho automatizado, os cientistas buscam reduzir as emissões de metano e melhorar o ganho médio diário e o desempenho produtivo do gado.

“A pecuária é responsável por parte das emissões de gases de efeito estufa. Com este experimento, buscamos níveis inferiores de metano, que é um dos principais destes gases. Nosso objetivo é apresentar aos produtores rurais uma solução sustentável e uma oportunidade para tornar a atividade rentável”, diz Laura Rehbein.

A pesquisa seguirá até o fim deste ano, quando deve ocorrer a defesa de dissertação de mestrado no CAV/Udesc. Caso os resultados do trabalho sejam positivos, o aditivo alimentar gerado com a pesquisa precisa passar por registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e certificação da tecnologia para disponibilização à empresas que possam comercializá-lo aos produtores rurais.

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Fonte:
Portal RBV | com informações Pablo Gomes/Epagri

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