O pequeno Taylor protagonizou um momento emocionante ao calçar um par de tênis pela primeira vez após passar por um longo tratamento para corrigir a síndrome do pé torto congênito. A conquista foi celebrada pela família e pela equipe médica de Caçador que acompanha o menino desde os primeiros dias de vida.
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A mãe, Dayana Cristina Pier, relembra que a descoberta da condição aconteceu apenas no momento do nascimento. A gestação ocorreu de forma tranquila e nada indicava que o bebê apresentaria a síndrome.
“Foi um baque. Eu tive uma cesárea e, quando o médico mostrou o Taylor para nós, olhei para o meu marido e disse: ‘Ele está com o pé torto’. Na hora ele respondeu que era apenas pela posição, mas depois o médico confirmou o diagnóstico e orientou que procurássemos um ortopedista”, contou.
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A família iniciou rapidamente a busca pelo tratamento. Com apenas 11 dias de vida, Taylor começou a receber atendimento em Blumenau, utilizando gessos seriados trocados semanalmente.
Enquanto realizavam o tratamento, os pais também buscaram atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em junho do ano passado, o menino passou a ser acompanhado pelo Dr. Eduardo, em Caçador, dando continuidade ao tratamento.
Desde então, a evolução foi constante. Taylor passou por duas cirurgias corretivas: a primeira no pezinho direito, em novembro do ano passado, e a segunda no pé esquerdo, realizada no mês passado.
Agora, o menino já está caminhando. O momento mais marcante aconteceu quando ele conseguiu usar dois tênis pela primeira vez após a cirurgia.
“Foi emocionante para todo mundo. Até então a gente colocava o calçadinho nele, mas sempre com o pezinho torto. Nunca tinha sido para ele pisar no chão e andar com o calçado. Hoje foi a primeira vez que ele colocou e caminhou usando dois tênis”, relatou Dayana.
E havia um detalhe especial: os calçados eram do personagem favorito de Taylor. “Do Homem-Aranha. Ele é fã do Homem-Aranha”, contou a mãe.
A família mora em Dr. Pedrinho e enfrenta uma rotina de cerca de 200 quilômetros de viagem até o Hospital Maice, percorrendo aproximadamente quatro horas para ir e outras quatro para retornar a cada consulta. O hospital em Caçador é referência no tratamento da síndrome do pé torto congênito.
Mesmo com a distância, Dayana afirma que todo esforço valeu a pena. “Não temos como agradecer o suficiente a toda a equipe do hospital. Desde o começo eles se encantaram com o Taylor. Ele é apaixonado pelo pessoal daqui, que tornou todos os momentos mais tranquilos, tanto na fase dos gessos quanto nas cirurgias”.
Ela lembra, inclusive, que na primeira cirurgia realizada no hospital, Taylor entrou no centro cirúrgico vestido de Homem-Aranha, gesto que ajudou a tornar o procedimento mais leve para a criança.
Agora, o tratamento entra em uma nova etapa. Taylor utilizará uma órtese durante 23 horas por dia até aproximadamente os cinco ou seis anos de idade. Depois desse período, será feita uma nova avaliação médica para verificar a necessidade de novas intervenções.
Segundo a mãe, a expectativa é de que futuramente possa ser necessária uma cirurgia óssea para correção dos ossos dos pés, mas isso será definido ao longo do acompanhamento.
O sentimento da família é de gratidão. “Felizmente, tudo acabou bem. Graças a Deus.”
Mesmo enfrentando um dos dias mais frios do ano, com temperaturas negativas, os pais fizeram questão de acompanhar Taylor até o hospital para viver mais um capítulo dessa história de superação: receber sua roupa do Homem-Aranha e dar os primeiros passos usando, pela primeira vez, seus dois tênis.



