As fortes chuvas que atingem Videira desde o último domingo já acumulam mais de 100 milímetros e provocaram diversos transtornos em diferentes bairros do município. Na manhã desta quarta-feira (1º), a Defesa Civil confirmou registros de alagamentos, deslizamentos de terra e queda de pedras, além de reforçar o alerta para que a população permaneça atenta diante da previsão de novos temporais.
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Segundo o coordenador da Defesa Civil e secretário de Infraestrutura de Videira, Luiz Fernando Gardini, as equipes iniciaram os atendimentos por volta das 3h30 da madrugada, logo após o período de chuva mais intensa.
Chuva concentrada causou transtornos em diversos bairros
De acordo com Gardini, aproximadamente 50 milímetros de chuva foram registrados nas últimas 12 horas. No entanto, quase todo esse volume caiu em um intervalo de pouco mais de uma hora, entre 3h30 e 5h, aumentando o risco de ocorrências.
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Entre os atendimentos realizados estão
- a elevação do nível do Rio do Peixe na Rua Madre Paulina, no bairro Farroupilha,
- deslizamentos no bairro CETREVI, além de
- quedas de pedras na Rua Ernesto Fantin, acesso ao quartel, e na Rua Ibicaré, no bairro Cibrazém.
Também foram registrados alagamentos pontuais na região do bairro De Carli.

Segundo o coordenador, a intensidade da chuva em um curto espaço de tempo foi o principal fator para os transtornos registrados no município.
Nível do Rio do Peixe segue sob monitoramento
A Defesa Civil informou que o Rio do Peixe atingiu 6,98 metros durante a madrugada e, no momento da entrevista, estava em 6,89 metros.
Apesar da elevação, o nível ainda permanece cerca de um metro abaixo da cota de inundação da Rua Anita Garibaldi. Conforme Gardini, a vazão do rio é considerada boa, o que favorece a redução rápida do nível da água caso a chuva diminua.
Mesmo assim, o município segue monitorando a situação em tempo real.

Defesa Civil orienta população a evitar áreas de risco
A orientação da Defesa Civil é para que moradores comuniquem imediatamente qualquer situação de risco pelo telefone 199. Em casos de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193.
Gardini reforçou que a prioridade deve ser sempre preservar vidas.
“A Defesa Civil protege a vida. Em uma situação de alagamento, a prioridade é retirar crianças, idosos e animais. Os bens materiais ficam em segundo plano”, destacou.
O coordenador também orienta que a população evite permanecer em áreas alagadas, não suba em telhados durante a chuva e procure locais seguros sempre que houver risco de deslizamentos ou inundações. Caso necessário, o município poderá disponibilizar abrigos para atender famílias afetadas.

A Defesa Civil segue acompanhando as condições meteorológicas, já que Santa Catarina permanece sob alerta para temporais com chuva intensa, rajadas de vento e possibilidade de granizo.




