Transformar os trilhos abandonados do trecho catarinense da ferrovia São Paulo-Rio Grande em um grande corredor turístico é o principal objetivo do Instituto Caminho do Rio do Peixe (Icarpe) por meio do projeto “Caminho do Rio do Peixe”.
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O projeto foi apresentado em Videira ao deputado federal Valdir Cobalchini (MDB), que prontamente assumiu o compromisso de trabalhar por sua efetivação. “É uma obrigação minha, como representante da região, trabalhar por esse projeto”, assinalou.
O parlamentar anunciou que vai agendar uma reunião para os próximos dias, em Brasília, permitindo que o instituto e os prefeitos da região apresentem a proposta diretamente no DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e no Ministério dos Transportes.
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De acordo com o presidente do instituto, Sady Zago, o trecho entre Porto União e Marcelino Ramos compreende 372 quilômetros que têm potencial para se transformar em uma ciclovia de longo curso, inspirada nos moldes de sucesso de países europeus.
“A ferrovia está abandonada há mais de 30 anos, com o mato tomando conta dos trilhos e todo o patrimônio histórico sendo deteriorado. Essa será uma forma de preservá-lo”, sustenta Zago.
A questão legal
Para sair do papel, a iniciativa precisa superar trâmites burocráticos sobre o uso da linha férrea:
Herança patrimonial: Desde a extinção da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), o patrimônio da ferrovia retornou para o Governo Federal e atualmente está sob concessão da empresa Rumo.
Cenário atual: Existe um grupo de trabalho no Governo Federal estudando o destino definitivo a ser dado a esses trilhos.
Foco do Icarpe: O objetivo da instituição é obter a concessão ou a cessão de uso dessas áreas específicas para viabilizar a implantação do projeto.




