A investigação sobre a morte de Débora Ester de Biazi Dambros, de 24 anos, teve um desfecho surpreendente no Oeste de Santa Catarina. O caso, que inicialmente era tratado como um acidente de trânsito na SC-283, em São Carlos, passou a ser investigado como feminicídio após a Polícia Civil concluir que a jovem foi assassinada pelo próprio marido.
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Na manhã desta sexta-feira (31), a corporação informou que o homem, de 30 anos, confessou o crime durante o interrogatório. O pai dele, de 53 anos, também admitiu participação na tentativa de ocultar o homicídio, ajudando a forjar um acidente de trânsito. Os dois foram presos.

Crime aconteceu um dia antes da localização do veículo
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Claudio Menezes, o feminicídio ocorreu no dia 20 de julho, um dia antes de o Fiat Doblò da vítima ser encontrado parcialmente submerso no Rio Barra Grande, às margens da SC-283.
Segundo o depoimento do investigado, Débora foi morta por asfixia dentro da residência onde vivia com o marido. No momento do crime, os dois filhos do casal, de 8 e 2 anos, também estavam na casa.
Após matar a esposa, o suspeito contou com o auxílio do pai para colocar o corpo da vítima no veículo. Em seguida, ambos seguiram até uma ponte sobre o Rio Barra Grande, onde empurraram o automóvel para dentro da água com o objetivo de simular um acidente de trânsito e dificultar a descoberta do homicídio.

Laudo confirma sinais de asfixia
Durante o interrogatório, o marido relatou à Polícia Civil que utilizou um golpe conhecido como “mata-leão” para sufocar a vítima. Conforme os investigadores, a versão apresentada é compatível com o laudo cadavérico, que apontou sinais de asfixia como causa da morte.
No decorrer das diligências, os policiais também localizaram uma carta com referência a um suposto acordo entre o casal. No documento, constava que, caso um deles morresse, os dois filhos seriam mortos e, posteriormente, ocorreria um suicídio.
Ainda segundo a Polícia Civil, o investigado afirmou que chegou a planejar matar as crianças e, em seguida, tirar a própria vida, mas disse que desistiu antes de colocar esse plano em prática.
Casal enfrentava processo de separação
As investigações revelaram ainda que Débora e o marido estavam em processo de separação. Conforme a Polícia Civil, o suspeito demonstrou frieza durante o interrogatório e não apresentou sinais de abalo emocional, apesar de manter um relacionamento de aproximadamente 12 anos com a vítima.
Caso foi tratado inicialmente como acidente
A ocorrência mobilizou equipes de resgate na tarde de 21 de julho, quando o Fiat Doblò foi localizado parcialmente submerso nas águas do Rio Barra Grande. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de Débora boiando próximo ao veículo, já sem sinais vitais, e o caso foi registrado inicialmente como um acidente de trânsito.
Moradora de Xaxim, Débora Ester de Biazi Dambros trabalhava como entregadora ao lado do marido e deixa dois filhos pequenos.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do feminicídio, da ocultação do corpo e da simulação do acidente que, por vários dias, levou o caso a ser tratado como uma tragédia no trânsito.




