Mãe desconfia de mensagens e encontra filha de 19 anos morta na casa do namorado

Vítima estava enrolada em cobertores; namorado é apontado como suspeito e está foragido

Uma jovem de 19 anos foi encontrada morta dentro de uma residência em Sangão, no Sul de Santa Catarina. O corpo foi localizado por volta das 6h desta segunda-feira, no bairro Santa Apolônia.

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A vítima, identificada pelas iniciais J.E.I., estava dentro de um quarto que permanecia trancado. Conforme as informações preliminares, ela foi encontrada enrolada em cobertores.

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A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar e registrada inicialmente como possível feminicídio. O namorado da jovem, José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, é apontado como possível autor do crime e ainda não foi localizado.

Mensagens levantaram suspeitas da família

A jovem havia saído de casa na quinta-feira para ir à faculdade. Depois das atividades, segundo o relato da família, ela informou que pretendia encontrar amigos em um bar.

Durante a noite, a mãe recebeu uma mensagem pelo celular da filha informando que ela iria para a casa do namorado. Entretanto, ao longo do fim de semana, outras mensagens continuaram sendo enviadas pelo aparelho.

A mãe passou a desconfiar do conteúdo das respostas. Segundo o relato feito à Polícia Militar, a forma como as mensagens eram escritas não correspondia ao comportamento habitual da filha.

A suspeita ganhou ainda mais peso diante da estimativa preliminar da perícia. Conforme os primeiros levantamentos, a jovem poderia estar morta havia aproximadamente um dia e meio a dois dias quando foi localizada.

Caso essa estimativa seja confirmada, parte das mensagens recebidas pela família pode ter sido enviada depois da morte da vítima. A circunstância será analisada durante a investigação.

Mãe procurou a filha na casa do namorado

Na manhã em que o corpo foi encontrado, a mãe da jovem foi até a residência do namorado em busca de informações sobre o paradeiro da filha.

No endereço, ela teria ouvido da mãe de José Gustavo que o casal havia ido à praia no dia anterior e que retornaria posteriormente para trabalhar. A versão, porém, não convenceu a familiar.

Diante da situação, a mãe procurou a Polícia Militar e registrou a ocorrência. Por orientação dos policiais, ela aguardou nas proximidades de uma igreja do bairro até a chegada da guarnição.

Os policiais então foram até a residência para verificar a situação.

Corpo estava em quarto fechado

Ao chegarem ao imóvel, os agentes receberam a informação de que a jovem poderia estar morta dentro da casa.

A porta principal da residência estava aberta. Já a entrada do quarto permanecia trancada. Diante da suspeita, os policiais precisaram arrombar a fechadura para acessar o cômodo.

Dentro do quarto, a jovem foi encontrada sem vida e coberta por cobertores.

A Polícia Científica realizou os primeiros trabalhos periciais no local. Pequenas lesões foram observadas na região do rosto, mas, até o momento, a causa da morte não havia sido oficialmente determinada.

O corpo apresentava sinais iniciais de decomposição. Essa condição contribuiu para a estimativa preliminar sobre o período em que a vítima poderia estar morta.

O imóvel foi isolado para preservar possíveis vestígios. Equipes da Polícia Civil e do Instituto Médico-Legal também foram acionadas para dar continuidade aos procedimentos.

Suspeito teria fugido para uma área de mata

José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, é considerado suspeito pelas autoridades e permanece foragido.

Segundo informações preliminares, ele teria entrado em contato com familiares e admitido que matou a namorada. Ainda conforme os relatos, o jovem teria afirmado que estava escondido em uma área de mata, mas não teria informado exatamente onde estava.

As forças de segurança realizam buscas para tentar localizar o suspeito.

José Gustavo nasceu em Treze de Maio e mora em Sangão. Até a publicação desta reportagem, ele não havia sido encontrado.

A Polícia Civil conduz a investigação para esclarecer a dinâmica do caso, a possível autoria e a motivação. O laudo da perícia deverá contribuir para determinar a causa da morte e estabelecer com maior precisão quando a jovem morreu.

As circunstâncias envolvendo as mensagens enviadas pelo celular também deverão ser analisadas pelos investigadores. A apuração poderá esclarecer quem utilizou o aparelho durante o período em que a família tentava contato com a vítima.

Até o momento, as informações sobre a autoria e a motivação são tratadas como parte da investigação.

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Fonte:
Portal RBV | Com informações Jornal Razão

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