A Polícia Civil de Santa Catarina investiga pelo menos cinco estudantes da Udesc, em Balneário Camboriú, suspeitos de criar uma lista que classificava alunas sob critérios relacionados à violência sexual.
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O caso veio à tona em julho, antes do início das férias acadêmicas. Um boletim de ocorrência foi registrado, e a universidade também abriu procedimentos administrativos para apurar as circunstâncias.
Segundo a Polícia Civil, os investigadores já tiveram acesso ao conteúdo da lista. A corporação, porém, não informou o número exato de possíveis vítimas e afirmou que outros detalhes não serão divulgados enquanto as apurações estiverem em andamento.
Lista teria classificado universitárias
Conforme o relato da mãe de uma das estudantes, a existência do arquivo foi descoberta pela namorada de um dos suspeitos. Ela teria encontrado as mensagens no celular do companheiro.
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Ainda segundo o relato, pelo menos oito universitárias foram incluídas no material com uma classificação relacionada à possibilidade de sofrer estupro.
Além disso, as mensagens continham comentários ofensivos sobre características físicas e a cor das estudantes. O conteúdo gerou preocupação entre as famílias e foi levado às autoridades.
A denúncia também foi encaminhada ao Disque 100 e apresentada à coordenação e à direção do campus da Udesc.
Universidade abriu investigação interna
A Reitoria da Udesc confirmou que tomou conhecimento da situação envolvendo estudantes do campus de Balneário Camboriú.
A instituição informou que instaurou procedimentos internos para verificar os fatos, identificar possíveis responsáveis e analisar as circunstâncias do caso.
Em nota, a universidade afirmou que os procedimentos seguirão o devido processo e destacou seu posicionamento contra diferentes formas de violência e discriminação.

A Udesc também reforçou o compromisso com um ambiente universitário seguro e respeitoso para estudantes e demais integrantes da comunidade acadêmica.
Polícia Civil segue com as apurações
A investigação policial busca esclarecer a origem da lista, identificar todos os envolvidos e verificar possíveis crimes relacionados ao conteúdo compartilhado entre os estudantes.
Como o caso ainda está em investigação, não houve divulgação de detalhes sobre eventuais responsabilizações criminais. As identidades dos envolvidos e das possíveis vítimas também não foram divulgadas.




