Os 20 candidatos de Santa Catarina que disputam o Governo do Estado e duas vagas ao Senado declararam, juntos, R$ 650,2 milhões em patrimônio à Justiça Eleitoral.
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O levantamento considera sete candidatos ao Governo e 13 ao Senado. Os dados foram reunidos pelo Núcleo de Dados do Grupo ND a partir das declarações disponíveis no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A diferença patrimonial entre os candidatos é significativa. A média chega a R$ 32,5 milhões por pessoa, mas cai para R$ 1,94 milhão quando o candidato com maior patrimônio é retirado da conta.
A mediana, que sofre menos influência de valores muito altos ou baixos, ficou em R$ 1,42 milhão.
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Patrimônios vão de R$ 518 a R$ 613 milhões
O maior patrimônio declarado pertence ao empresário Antídio Lunelli (MDB), candidato ao Senado. Ele informou à Justiça Eleitoral possuir R$ 613,2 milhões em bens.
A maior parte do patrimônio está concentrada em participações societárias, avaliadas em R$ 456,6 milhões, e aplicações financeiras, que somam R$ 145,2 milhões. A declaração também inclui bens ligados à atividade rural, veículos e uma fração de imóvel em Corupá.
Em comparação com a declaração apresentada em 2022, o patrimônio de Lunelli aumentou 57,2%.
Na outra extremidade está a candidata ao Governo Laís Chaud (UP), que declarou R$ 518,45. O valor corresponde integralmente a uma caderneta de poupança, sem outros bens registrados.

Patrimônio de candidatos mudou desde 2022
Oito dos 20 candidatos analisados também participaram da eleição de 2022. A comparação mostra variações diferentes entre os patrimônios declarados no período.
Entre os candidatos ao Senado, Jeferson da Rocha (PRD) apresentou o maior crescimento percentual, de 133,4%, chegando a R$ 14,04 milhões. A declaração inclui máquinas agrícolas e um precatório de R$ 2,61 milhões.
Carol de Toni (PL) teve aumento de 116,7% e declarou R$ 1,41 milhão. Décio Lima (PT) cresceu 112,8%, alcançando R$ 3,17 milhões.
Também houve variações entre os demais candidatos. Afrânio Boppré (PL) registrou aumento de 15%, enquanto Esperidião Amin (PP) declarou redução de 12,2%, com patrimônio de R$ 2,54 milhões.
Entre os candidatos ao Governo que disputaram a eleição anterior, Jorginho Mello (PL) apresentou crescimento de 16,7%. Ralf Zimmer (Novo), por outro lado, declarou redução de 19,3%, chegando a R$ 1,43 milhão.

Homens concentram maior patrimônio declarado
O levantamento também aponta diferença entre os patrimônios declarados por homens e mulheres.
Dos 20 candidatos analisados, 14 são homens e seis são mulheres. Juntos, os homens declararam média de R$ 46,3 milhões, enquanto a média entre as mulheres ficou em R$ 326,1 mil.
Mesmo sem considerar o patrimônio de Antídio Lunelli, que eleva significativamente a média masculina, os homens apresentam média declarada de R$ 2,69 milhões, contra R$ 326,1 mil entre as mulheres.
As declarações também mostram diferentes formas de composição dos patrimônios. Há candidatos com imóveis, participações empresariais, aplicações financeiras, veículos e máquinas utilizadas em atividades agrícolas.
Duas candidatas ao Senado, Carol (PCO) e Marlene Soccas (UP), não tinham bens registrados no sistema consultado. As candidaturas foram identificadas em agosto, e as declarações de patrimônio constavam como pendentes na base oficial no momento do levantamento.




