Santa Catarina passou a contar com um plano de contingência para orientar a atuação do Estado diante dos possíveis impactos do El Niño ao longo de 2026.
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Coordenado pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, o documento reúne procedimentos para prevenção, resposta e recuperação diante de situações que possam atingir diferentes regiões catarinenses.
A partir desta semana, o plano será entregue a autoridades e entidades. O conteúdo também ficará disponível para consulta da população.
A proposta é integrar os órgãos envolvidos em uma eventual emergência. Assim, Defesa Civil, forças de segurança, secretarias estaduais, municípios, concessionárias e instituições de apoio terão responsabilidades definidas e comunicação coordenada.
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Enchentes, estiagem e temporais estão no radar
O planejamento considera diferentes tipos de ocorrências relacionadas às condições climáticas.
Entre os cenários previstos estão enchentes, inundações, enxurradas, alagamentos, vendavais, tempestades, granizo e tornados. O documento também contempla períodos de estiagem e seca, incêndios florestais e problemas no abastecimento de água e energia.
Os impactos sobre rodovias, pontes e sistemas de comunicação também fazem parte do planejamento.

Além dos danos provocados diretamente pelos eventos climáticos, o plano considera consequências posteriores. Entre elas estão interrupções de serviços essenciais, problemas de saúde pública, deslocamento de famílias, acidentes com produtos perigosos e prejuízos à produção agropecuária.
Animais que precisarem de atendimento ou deslocamento também estão incluídos nas ações previstas.
Estado terá quatro níveis de mobilização
A estrutura de resposta foi dividida em quatro níveis, conforme a gravidade de cada situação.
No nível verde, considerado de normalidade, os órgãos mantêm o monitoramento e as medidas de preparação. Já o nível amarelo prevê vigilância ampliada e maior integração entre as equipes diante do aumento dos riscos.
O nível laranja estabelece operações regionais, com mobilização de equipes e estruturas para atender áreas específicas. Em situações de grande proporção, pode ser acionado o nível vermelho, correspondente a uma operação estadual.

Esse último estágio será utilizado quando a capacidade de resposta de municípios ou regiões não for suficiente para enfrentar o desastre.
A coordenação das informações envolve estruturas como o Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres, a Sala de Estado, a Sala de Situação, o Comitê de Gestão de Crise e o Sistema de Comando em Operações.
Atendimento à população será prioridade
Em uma eventual emergência, o atendimento às pessoas afetadas está entre as principais prioridades.
O plano prevê resgates, assistência emergencial, instalação de abrigos, distribuição de donativos e apoio às famílias que precisarem deixar suas casas.
Também estão previstas ações para recuperar serviços essenciais. Entre elas estão o restabelecimento de energia e água, a liberação de estradas e a recuperação das comunicações.
A área da saúde terá atuação importante no atendimento de feridos. Também deverá trabalhar na prevenção de doenças e no acompanhamento de possíveis surtos após enchentes, alagamentos ou períodos prolongados de estiagem.
Agricultores e municípios também poderão receber suporte. A produção rural pode sofrer impactos tanto pelo excesso de chuva quanto pela falta de água.
As prefeituras, por sua vez, poderão contar com apoio técnico e operacional para organizar abrigos, registrar danos e buscar recursos.

Defesa Civil orienta população
O plano também estabelece uma estratégia de comunicação para divulgação de alertas e orientações oficiais.
A população deverá receber informações sobre riscos, áreas afetadas e medidas de segurança. Mudanças na rotina, como suspensão de aulas e interdição de estradas, também poderão ser comunicadas pelos canais oficiais.
A orientação aos moradores é acompanhar as informações da Defesa Civil e das prefeituras. Em situações de risco, também é fundamental respeitar eventuais orientações de evacuação.
A recomendação inclui ainda não atravessar áreas alagadas, pontes interditadas ou locais com correnteza.
Após os eventos, o planejamento prevê avaliação das ações realizadas, levantamento dos danos e prejuízos e registro das medidas adotadas. O objetivo é identificar o que funcionou e aperfeiçoar a resposta para situações futuras.




