Santa Catarina participa, nesta semana, de uma mobilização nacional voltada à localização e identificação de pessoas desaparecidas por meio da coleta de DNA de familiares.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
A iniciativa começou nesta segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28), com atendimento em 22 municípios catarinenses. A ação é realizada pelas Polícias Científica e Civil.
O objetivo é ampliar os bancos estadual e nacional de perfis genéticos. As informações permitem comparar o DNA de familiares com materiais genéticos de pessoas cuja identidade ainda não foi confirmada, estejam elas vivas ou mortas.
DNA pode ajudar mesmo em casos antigos
A coleta integra o programa permanente PCI Conecta e pode contribuir para solucionar desaparecimentos ocorridos há anos.
O material genético é obtido de forma gratuita, voluntária e indolor. O procedimento utiliza um swab oral, semelhante a um cotonete, passado na parte interna da bochecha.
A recomendação é que participem, sempre que possível, pelo menos dois familiares biológicos de primeiro grau. Podem ser pai, mãe, filhos ou irmãos da pessoa desaparecida.
Quem já realizou a coleta de material genético anteriormente não precisa repetir o procedimento.
Como o DNA é utilizado na busca
Depois da coleta, o material passa por análise laboratorial realizada por peritos. O perfil genético é então inserido no banco de dados utilizado para buscas e identificações.
O sistema realiza cruzamentos automáticos com perfis de pessoas vivas e também de indivíduos mortos que ainda não foram identificados.

Quando ocorre uma correspondência, os familiares doadores são comunicados. Se a pessoa for encontrada viva, a família recebe informações sobre a localização; em caso de identificação de um corpo, a instituição responsável orienta os procedimentos legais.
Mesmo quando não há resultado imediato, o perfil permanece no banco. Dessa forma, novas comparações podem ocorrer conforme outras informações são inseridas no sistema.
Atendimento exige pré-cadastro
Para participar, os familiares precisam fazer um pré-cadastro antes de comparecer ao ponto de coleta.
O procedimento é realizado por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela Polícia Científica. Depois do preenchimento, a equipe responsável entra em contato para orientar o familiar e marcar data e horário.
A coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas não fica restrita à semana de mobilização. O serviço permanece disponível durante todo o ano.
Onde fazer a coleta em Santa Catarina
Os pontos de atendimento estão disponíveis em 22 municípios:
- Balneário Camboriú
- Blumenau
- Brusque
- Caçador
- Campos Novos
- Canoinhas
- Chapecó
- Concórdia
- Criciúma
- Curitibanos
- Florianópolis
- Joaçaba
- Joinville
- Lages
- Palhoça
- Porto União
- Rio do Sul
- São Bento do Sul
- São Joaquim
- São Lourenço do Oeste
- São Miguel do Oeste
- Tubarão
A estratégia amplia as possibilidades de identificação e mantém os perfis genéticos disponíveis para cruzamentos futuros, inclusive em casos antigos que permanecem sem resposta.





