O furacão Karina atingiu a categoria 4 na escala Saffir-Simpson após um processo de fortalecimento expressivo no Oceano Pacífico Oriental. O sistema sustenta ventos constantes de 230 km/h, com rajadas ultrapassando 275 km/h e pressão barométrica em queda livre para 942 mb, colocando em alerta as equipes de monitoramento marítimo internacional.
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A trajetória do ciclone começou como uma perturbação tropical que evoluiu para tempestade no dia 27 de agosto. No início da madrugada de domingo (30), o sistema passou para a categoria 1, com ventos de 130 km/h e pressão de 980 mb. Poucas horas depois, a tempestade saltou para grande furacão de categoria 3 ao alcançar rajadas contínuas de 205 km/h, até consolidar o nível 4 no fim daquele mesmo dia.
Atualmente, o centro de Karina atua em mar aberto, a cerca de 1640 quilômetros a oeste-sudoeste da extremidade sul da Península de Baja California, no México. O núcleo com força destruidora projeta ventos severos em um raio de 65 quilômetros a partir do vórtice central, enquanto a área com intensidade de tempestade tropical abrange um raio de até 240 quilômetros.
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Essa rápida escalada de potência contou com a combinação de fatores oceânicos e atmosféricos. As águas do mar registram marcas térmicas acima da média histórica na região, impulsionadas pelo fenômeno El Niño e por uma onda de calor marinha. Ao mesmo tempo, o baixíssimo cisalhamento do vento na alta troposfera preservou a coluna de calor das nuvens, onde os topos registraram temperaturas inferiores a -75°C ao redor de um olho perfeitamente circular e estável.
As projeções do Centro Nacional de Furacões (NHC) indicam que o sistema pode atingir um pico de 240 km/h nesta segunda-feira (31) antes de apresentar oscilações internas provocadas pela substituição da parede do olho. Os meteorologistas apontam ainda que o fenômeno tem grande probabilidade de evoluir para uma estrutura anular nas próximas 24 a 36 horas. Esse padrão circular simétrico reduz o impacto de ventos contrários e ajuda a sustentar a potência elevada por mais tempo.
Mesmo sem rota de colisão direta contra o continente, a energia descarregada pelo ciclone no mar cria grandes ondas de 8 a 11 metros nas proximidades do olho. Essas vagas oceânicas viajam longas distâncias e atingem a costa sudoeste do México, a Península de Baja California Sur e o Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
As autoridades meteorológicas dos dois países emitiram avisos de alto risco para pescadores, embarcações e banhistas devido a correntes de retorno violentas e fortes arrebentações nas praias. Paralelamente, os radares acompanham a Tempestade Tropical Lowell, localizada a leste-sudeste do Havaí, e uma nova área de baixa pressão perto do território mexicano com 90% de chance de virar depressão tropical. A previsão indica que Karina começará a perder força de forma gradual ao longo dos próximos cinco dias, quando passará a navegar sobre águas com temperaturas abaixo de 26 °C.




