Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado em todo o país. No Banco do Brasil, a paralisação também começa na mesma data, mas ocorre de forma parcial, restrita às bases sindicais que rejeitaram o acordo coletivo da categoria.
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No caso da Caixa, a decisão foi tomada após os trabalhadores recusarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A greve nacional foi aprovada pela base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, em assembleia encerrada em 4 de agosto.
Já no Banco do Brasil, parte dos sindicatos aprovou a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), enquanto outras 60 entidades rejeitaram o acordo. Entre as bases que não aprovaram a proposta estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.
A nova CCT foi assinada na quarta-feira (9), em São Paulo, pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelos representantes dos bancários.
O acordo estabelece a reposição integral da inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acompanhada de aumento real de 0,6% pelos próximos dois anos. O reajuste também alcança benefícios como vale-alimentação (VA), vale-refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e outros auxílios.
Entre as novas regras estão medidas relacionadas à saúde mental, prevenção e combate ao assédio, direito à desconexão fora do expediente e maior transparência e limites para o monitoramento digital dos trabalhadores.
A convenção ainda prevê um programa de qualificação e recolocação profissional, além de melhorias na indenização destinada a funcionários de bancos privados que sejam demitidos em razão do fechamento de agências.
A CCT tem abrangência nacional e reúne 171 bancos e aproximadamente 414 mil bancários, distribuídos em cerca de 3,6 mil municípios brasileiros. A assinatura contou com 245 entidades sindicais que representam trabalhadores e instituições bancárias.
Orientações do Banco do Brasil
Em posicionamento sobre a paralisação, o Banco do Brasil informou que participa da mesa única de negociação conduzida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), responsável por discutir questões gerais da categoria, incluindo os índices de reajuste.
A instituição também mantém uma mesa própria de negociação com as entidades sindicais para tratar de assuntos específicos relacionados aos funcionários do BB.
Segundo o banco, foram realizadas diversas rodadas de negociação referentes à data-base de 2026. As discussões resultaram na proposta posteriormente apresentada às entidades sindicais e aprovada em assembleias de trabalhadores de diferentes regiões.
O BB informou ainda que os clientes podem utilizar o aplicativo, o Internet Banking, os correspondentes bancários e a Central de Relacionamento, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades), além do WhatsApp, pelo número (61) 4001-0001.
Caixa mantém negociações
A Caixa Econômica Federal afirmou que continua mantendo diálogo com as entidades que representam seus empregados e que retomou as negociações na tentativa de construir um entendimento entre as partes.
O banco afirmou que os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos, como o App CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA, CAIXA Tem e atendimento telefônico. Também estão disponíveis os caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, as casas lotéricas e os Correspondentes CAIXA Aqui.
Na terça-feira (8), a Caixa encaminhou um ofício à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), convidando a entidade para uma reunião de negociação realizada na quarta-feira (9).
A Contraf-CUT participa das tratativas específicas envolvendo os empregados da Caixa. Já a Convenção Coletiva de Trabalho assinada na quarta-feira estabelece as condições gerais aplicáveis aos trabalhadores do setor bancário.
De acordo com a Contraf-CUT, a proposta apresentada pela Caixa foi recusada por mais de 90% das bases sindicais durante as assembleias realizadas em diferentes regiões do país.
A entidade afirma que, embora o banco não tenha apresentado uma nova proposta, houve compromisso de avanço nas negociações. Uma nova reunião foi marcada para a manhã desta quinta-feira (10).
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) informou que a paralisação deve continuar até que novas assembleias possam analisar eventuais avanços nas negociações. Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho.




