A madrugada desta terça-feira (15) foi marcada pela morte de mais uma vítima do incêndio criminoso ocorrido em um restaurante de Joinville, no Norte de Santa Catarina. Letícia das Graças Teodoro, de 24 anos, estava internada em estado grave desde o ataque registrado em 29 de agosto e não resistiu aos ferimentos.
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Letícia permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal São José desde o dia do incêndio. De acordo com familiares, ela apresentava o quadro clínico mais grave entre as pessoas feridas durante o ataque e sofreu queimaduras em grande parte do corpo.
A jovem era filha de Alice Teodoro, proprietária do restaurante onde o incêndio aconteceu. Alice também morreu em decorrência dos ferimentos, no início de setembro, após permanecer hospitalizada.

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A morte de Letícia ocorreu apenas três dias depois de outra vítima. Lidia Regiane Lick Da Luz, de 52 anos, trabalhava no restaurante e morreu no sábado (12), depois de permanecer internada em estado grave.
Com a morte de Letícia, sobe para três o número de vítimas fatais do incêndio. Além dela e de Lidia, Alice Teodoro também não resistiu às lesões provocadas pelas chamas.

Incêndio ocorreu durante ataque contra ex-companheira
O caso aconteceu na manhã de 29 de agosto, no bairro Fátima, em Joinville. O restaurante, pertencente a Alice Teodoro, foi invadido por Longino Dias Batista, de 49 anos.
Conforme as informações levantadas durante a investigação, o homem teria ido até o estabelecimento à procura da ex-companheira, com a intenção de matá-la. Entretanto, a mulher não estava no restaurante no momento da invasão.
Testemunhas e funcionários perceberam que Longino carregava um fósforo e tentaram impedir que ele colocasse fogo no estabelecimento. A tentativa, porém, não foi suficiente para evitar que as chamas tomassem conta do local.
O homem permaneceu dentro do restaurante durante o incêndio e acabou morrendo carbonizado.
Ao todo, cinco pessoas que estavam no estabelecimento ficaram feridas e precisaram ser encaminhadas para atendimento hospitalar. Com as mortes registradas posteriormente, três das vítimas não sobreviveram aos ferimentos.



