Uma urna eletrônica da 6ª Zona Eleitoral de Caçador passará por auditoria pública estadual após sorteio oficial realizado neste sábado (03/10) pelo Tribunal Regional Eleitoral. O equipamento pertence à seção 196, sediada na Escola Municipal de Educação Básica Tabajara, local que reúne 378 eleitores cadastrados e 329 aptos a votar. Imediatamente após a definição, a Justiça Eleitoral acionou o protocolo de transporte aéreo para Florianópolis, onde o aparelho passará pelo tradicional teste de integridade durante o pleito de domingo (04/10).
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A juíza eleitoral da comarca, Dra. Adriana Restum, detalhou o procedimento à reportagem diretamente do Aeroporto Doutor Carlos Alberto da Costa Neves. No local, a magistrada acompanhou o embarque do dispositivo e pontuou que o procedimento reafirma a confiabilidade do processo democrático perante a população caçadorense.
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Santa Catarina selecionou 25 urnas entre todas as zonas do estado para serem submetidas à checagem pública presencial. Conforme explicou a magistrada, o mecanismo funciona como uma votação paralela e espelhada. Voluntários preenchem previamente cédulas de papel com votos nominais, legendas, brancos e nulos. Essas cédulas manuais permanecem depositadas em uma urna convencional de lona.
No domingo, ao longo de todo o horário oficial de votação — das 8h às 17h —, servidores e auditores digitam individualmente cada um desses votos físicos na urna eletrônica sorteada. Ao término do horário eleitoral, o sistema emite o Boletim de Urna (BU), permitindo a conferência direta entre os papéis depositados e o relatório impresso pela máquina. O cruzamento exato dos dados comprova que o sistema computou rigorosamente a vontade manifestada pelos participantes.

Segundo a juíza, essa fiscalização aberta consolida a lisura das eleições brasileiras desde os atos preparatórios nos municípios até a apuração final. Ela ressaltou que a Justiça Eleitoral realiza audiências públicas abertas a qualquer cidadão durante todas as etapas, incluindo a geração de mídias e a lacração das urnas nos cartórios, sem necessidade de aviso prévio. Para a comarca local, a inclusão de uma seção do município valoriza a legitimidade do pleito e reforça a tranquilidade de quem comparece às urnas.
O transporte do equipamento seguiu normas severas de segurança física e digital desde o Cartório Eleitoral até a pista de pouso. Um oficial da Polícia Militar coordenou a custódia terrestre até a entrega formal aos tripulantes de uma aeronave do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. O órgão estadual responde pelo recolhimento seguro de todas as urnas catarinenses sorteadas, impedindo qualquer violação aos lacres oficiais e aos registros prévios do sistema.

A aeronave decolou de Caçador com destino à capital catarinense. Na capital, a urna da seção 196 será instalada no plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), espaço reservado para a condução do teste de integridade com acompanhamento aberto de partidos políticos, entidades fiscalizadoras, observadores independentes e da sociedade civil organizada.




