Ver resumo
- O brasileiro Danilo Alves Silva foi preso em Miami após se passar por agente do ICE em local de votação.
- O suspeito utilizava boné, jaqueta tática e óculos escuros para intimidar eleitores no campus do Miami-Dade College.
- A Justiça fixou fiança após o registro de cinco acusações criminais contra o brasileiro.
Um cidadão brasileiro foi preso no domingo em Miami, nos Estados Unidos, após utilizar vestimentas características de um oficial do governo para intimidar eleitores. O episódio ocorreu nas dependências do campus Kendall do Miami-Dade College, local que funcionava como seção de votação para brasileiros durante o pleito. A movimentação chamou a atenção de autoridades locais e de eleitores que participavam do processo.
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A abordagem no campus de Miami
De acordo com o relatório de prisão elaborado pelo Escritório do Xerife de Miami-Dade, investigadores à paisana perceberam a presença do suspeito pouco depois das 14h.
Ele circulava pelo local utilizando um boné azul e uma jaqueta com a sigla ICE, além de óculos escuros, máscara facial, calça jeans e botas de estilo tático. Policiais que estavam de plantão na área observaram o indivíduo conversando com cidadãos que demonstravam medo.
A situação escalou quando dois eleitores confrontaram o homem devido à sua vestimenta e ao comportamento intimidador. Diante da confusão, os investigadores intervieram na ocorrência e questionaram se o homem pertencia aos quadros da agência federal.
O suspeito respondeu negativamente e, inicialmente, alegou estar sem nenhum documento de identificação pessoal.
Acusações e sistema prisional
O homem foi identificado pelas autoridades policiais como Danilo Alves Silva, de 46 anos. Após a detenção no local da votação, ele foi encaminhado ao Centro Correcional Turner Guilford Knight, registrando entrada no sistema prisional estadual no final da tarde de domingo. O registro oficial aponta cinco acusações distintas contra o brasileiro detido.
Entre as denúncias formalizadas no cadastro do Departamento de Correções e Reabilitação constam intimidação ou supressão de eleitores, conspiração para cometer suborno, ameaça contra servidor público com a intenção de influenciar a atuação profissional, uso ilegal de distintivo ou insígnia policial, e conduta desordeira associada à perturbação da paz.

Audiência de custódia e fiança
Durante uma audiência de custódia realizada na segunda-feira, a Justiça estipulou os valores monetários referentes às garantias para liberação provisória do acusado. As quantias indicadas para quatro das acusações somavam US$ 5.650, enquanto a acusação específica de intimidação eleitoral permaneceu sem valor definido no sistema inicial.
A legislação do estado americano da Flórida estabelece como crime o uso não autorizado de distintivos, uniformes ou imitações de identificação pertencentes a órgãos policiais com o objetivo de induzir terceiros a acreditar na vinculação com a agência. As normas estaduais também proíbem terminantemente práticas de coerção voltadas a influenciar a participação em processos de votação.
O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos atua como uma agência federal voltada à fiscalização das leis migratórias no país. Os órgãos de imprensa seguem acompanhando os desdobramentos judiciais do caso envolvendo o cidadão brasileiro.




