Apesar de alcançar quase 100 mil votos e aparecer entre os nove candidatos a deputado federal mais votados de Santa Catarina, o atual deputado federal Valdir Cobalchini ficou fora da composição final das vagas na Câmara dos Deputados.
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Em declaração, ele afirmou estar desapontado com o resultado das últimas eleições gerais e atribuiu a não eleição às regras do sistema eleitoral e à distribuição das cadeiras por legenda, por meio do quociente partidário.
O deputado classificou a situação como injusta e destacou que recebeu mais votos do que sete parlamentares que conseguiram uma cadeira no Congresso Nacional. “Eu não estava preparado para não ser eleito. Pelos votos, eu jamais perderia. É muito injusto quando você perde no tapetão”, desabafou.
Segundo o parlamentar, sua votação cresceu em relação ao pleito anterior e todos os votos recebidos foram conquistados de maneira limpa. “Eu sempre estive em Brasília para trabalhar e fiz isso. Assim como faço todos os dias em minha vida pública. Não estou lá para ser apenas mais um, sempre trabalhei para fazer a diferença e sei que fiz isso para muitas pessoas, seja em Caçador ou na região. A minha votação é reflexo disso e por este motivo é muito injusto não estar eleito por outros motivos”.
Prestação de contas do mandato
Durante a manifestação, o deputado também relembrou ações realizadas ao longo do mandato em Caçador e no Oeste catarinense. Entre os resultados citados estão o envio de mais de R$ 60 milhões em recursos para Caçador, além de investimentos na área da saúde e um total aproximado de R$ 90 milhões envolvendo o Grande Oeste.
Entre as entregas mencionadas está um aparelho de ressonância magnética destinado ao Hospital Maice. O parlamentar também citou a construção de escolas e postos de saúde, além da aquisição de micro-ônibus utilizados no transporte de pacientes.
Ele ainda comentou sobre o reconhecimento do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), que o apontou como o parlamentar que mais destinou recursos para a região Oeste.
Ao comentar o resultado das urnas, Valdir Cobalchini questionou os rumos da atuação política e a importância dada atualmente à exposição nas redes sociais. “Será que eu tenho que virar agora um personagem? Será que eu preciso fazer só rede social e mais nada? Eu não saberia fazer isso. O que eu sei fazer mesmo é trabalhar e garantir entregas para a nossa cidade e para a nossa região”, disse.
O parlamentar também lamentou a dispersão dos votos em Caçador. Conforme relatou, aproximadamente 12 mil votos da cidade foram destinados a candidatos de fora do município. Ele acrescentou que outros cerca de 12 mil eleitores deixaram de votar, por meio da abstenção.
Mandato segue até janeiro
Com o encerramento do mandato previsto para 31 de janeiro, o deputado federal caçadorense afirmou que continuará trabalhando normalmente até o último dia de atuação em Brasília.
Ao relembrar a trajetória política, iniciada na Secretaria de Desenvolvimento Regional de Caçador, Cobalchini ressaltou a postura ética que, segundo ele, marcou sua atuação na vida pública. “Nunca respondi a uma ação judicial, não tenho nenhuma condenação e sou ficha limpa. Jamais me viram envolvido com qualquer ato de corrupção”.
Mesmo diante da não eleição, o deputado afirmou que não pretende “jogar a toalha”. Ele garantiu que continuará morando em Caçador e atuando pelo desenvolvimento do município e da região Oeste.
A atuação, segundo Cobalchini, deverá ocorrer de forma voluntária, aproveitando a experiência acumulada e o trânsito político construído em Florianópolis e Brasília para auxiliar na intermediação de demandas da população.
Dessa forma, mesmo fora da próxima composição do Congresso Nacional, o deputado afirmou que pretende manter o vínculo com a comunidade e continuar contribuindo com Caçador e os municípios da região.




