“A Mostra de Teatro é uma oportunidade de mostrar o talento de crianças, jovens e adultos de Caçador. O Salão Vermelho ficou lotado durante a programação”, destaca o professor de teatro da Secretaria Municipal de Cultura, Lício Ferreira.
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O professor é responsável pelas oficinas livres de teatro, cujos alunos subiram ao palco na primeira edição da mostra, realizada no último fim de semana, nos dias 16 e 18 de outubro.
Ao longo dos três dias, a mostra reuniu dezenas de espectadores, com apresentações gratuitas de alunos das oficinas municipais de teatro e de companhias teatrais. A programação ocorreu no Salão Vermelho da Estação Cultural gratuitamente.
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A abertura, na sexta-feira (16), contou com o espetáculo “O Contestado”, uma performance baseada na síntese do texto de Romário Borelli e direção de Lício Ferreira. No sábado (17), o público acompanhou as peças “O Pudim Sumiu”, “Pedra da Harmonia” e “Casa Condenada”, além de uma nova apresentação de “O Contestado”.
No domingo (18), a programação foi encerrada com os espetáculos “Abemsoá” e “Décimas”, da Companhia de Artes Vento Negro, de Caçador, que possui mais de 25 anos de atuação. As apresentações destacaram a diversidade do teatro produzido no município, com histórias que abordam as relações humanas, a memória e a identidade regional.
Dirigido por João Paulo Almeida, “Abemsoá” é protagonizado por dois atores idosos que frequentam os grupos de fortalecimento de vínculos nos centros de referência de assistência social (CRAS). Na peça, os personagens compartilham histórias de antigamente, reproduzindo costumes, expressões e características da convivência regional.
Já “Décimas”, com direção de Efigênia Loeff Zardo e participação do ator Antônio Gonçalves, aborda os últimos dias da Guerra do Contestado e a trajetória de seu último líder, Adeodato Manoel Ramos, levando ao palco elementos importantes da história regional.
Para o ator e diretor da Cia. de Artes Vento Negro, João Paulo Almeida, a participação na mostra contribui para fortalecer a presença da arte na comunidade e ampliar o acesso às atividades culturais. “Não vivemos sem arte. Participar desse movimento é muito importante. A economia criativa está em expansão, e é de extrema importância ter esse lazer”, afirma.
Segundo o ator, o público intimista que assistiu aos espetáculos aproximou cada história do público. A iniciativa também evidencia a importância das oficinas livres de teatro na formação de novos artistas e na criação de oportunidades para que crianças, jovens e adultos desenvolvam suas habilidades e compartilhem seu trabalho com a comunidade, de acordo com a diretora de cultura da Secretaria Municipal de Cultura, Fabiana Mattia de Souza.
Serviço
Oficinas Livres de Teatro – Para participar das oficinas, é necessário manifestar interesse na Estação Cultural ou pelo telefone (49) 2040-6090. Os interessados estão sujeitos à lista de espera, caso não haja vagas disponíveis para início imediato.




