SC: 94% das obras de infraestrutura estão com prazo expirado ou andamento comprometido

Informação foi apresentada pelo presidente da entidade, Mario Aguiar, durante painel no Congresso dos Municípios (COMAC)

Um monitoramento da Federação das Indústrias (FIESC) mostra que 94% das 35 obras de infraestrutura de transportes acompanhadas pela entidade estão com o prazo expirado ou com o andamento comprometido. Esse conjunto de obras totaliza R$ 9 bilhões e é relativa aos modais rodoviário (R$ 8,1 bi), ferroviário (R$ 154 milhões), aquaviário (R$ 597 milhões) e aeroviário (R$ 150 milhões). Os dados foram apresentados pelo presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar, em painel no Congresso dos Municípios (COMAC), promovido pela Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios (FECAM), nesta quinta-feira, dia 28, em São José.

“Isso nos preocupa muito. Os investimentos precisam ser acelerados para que tenhamos uma infraestrutura adequada, que acompanhe o crescimento de Santa Catarina”, disse Aguiar, ressaltando a importância do Programa Estrada Boa, do governo estadual, que prevê o aporte de R$ 2,16 bilhões, além dos cerca de R$ 1,3 bilhão previstos no orçamento federal para obras nas BRs.

Impactos no custo logístico

Em sua apresentação, o presidente da FIESC observou que a falta de infraestrutura impacta o custo logístico. A pesquisa da FIESC e da UFSC mostra que o custo do transporte da indústria catarinense passou de R$ 0,04 por real faturado em 2017 para R$ 0,07 por real faturado em 2022. “Houve uma elevação de 75% no custo de transporte, ocasionado, principalmente, pela precariedade da malha rodoviária catarinense”, afirmou. Além disso, a pesquisa indica, ainda, que a redução de 1 centavo no custo logístico catarinense representaria uma economia de cerca de R$ 4,5 bilhões por ano.

Durante o painel, o superintendente do DNIT-SC, Alysson Rodrigo de Andrade, apresentou um mapa das principais obras em execução e informou que, para 2023, o órgão dispõe de R$ 825 milhões para construção de estradas, bem como R$ 447 milhões para manutenção delas. “Sendo assim, a nossa economia depende da qualidade das nossas estradas. Temos que pensar no crescimento e na ampliação de capacidade porque nosso estado cresce e a demanda pelo modal rodoviário também”, disse.   

Também participaram do encontro o secretário-adjunto de Infraestrutura, Ricardo Grando, e o diretor-executivo da Fetrancesc, Renato Macedo.

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Fonte:
FIESC

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