A atleta caçadorense Natália Colaço Maguerroski, de 21 anos, consolida seu nome entre os principais nomes do jiu-jítsu internacional após conquistar medalha no Campeonato Mundial da Califórnia e empilhar títulos nacionais expressivos. Em visita a Caçador durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida, nesta segunda-feira (12), a competidora conversou com a reportagem para detalhar sua trajetória vitoriosa, os sacrifícios da rotina de alto rendimento e os próximos passos na carreira esportiva.
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A relação com as artes marciais começou muito cedo, dentro do ambiente familiar. Filha dos faixas-pretas Kleber Maguerroski e Eveline Maguerroski Colaço, Natália iniciou no taekwondo aos três anos de idade. Conforme a mãe relatou, a menina praticamente deu os primeiros passos sobre os tatames enquanto os pais administravam a academia da família.
A virada de chave para a luta agarrada ocorreu por volta dos sete anos, momento em que a equipe Alliance implementou sua metodologia infantil no Sul do Brasil. Desde então, a dedicação aos treinos se transformou em paixão absoluta, superando qualquer outra escolha profissional, mesmo enquanto ela concilia a rotina pesada com a reta final da faculdade de Nutrição.
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O ano de 2024 marcou o primeiro ouro de Natália no Campeonato Brasileiro sem quimono (no-gi). Em seguida, promovida à faixa-marrom, ela faturou novamente o torneio nacional da modalidade. No ciclo seguinte, a lutadora alcançou o ápice técnico ao vencer o Brasileiro com quimono no peso-leve e fechar o torneio sem quimono com duas medalhas douradas, garantindo tanto o título da sua categoria quanto o cobiçado troféu absoluto, disputado sem limite de peso corporal.

Além do domínio em solo nacional, a jovem subiu ao pódio na concorrida seletiva da federação de Abu Dhabi, ficando com o vice-campeonato em formato sem divisão de faixas. Em âmbito global, o maior marco veio nos Estados Unidos, com a conquista do bronze no Campeonato Mundial com quimono, disputado na Califórnia.
Para manter a performance no topo da pirâmide esportiva, Natália mudou-se para São Paulo, onde integra o seleto projeto do Instituto Alliance na sede da Vila Olímpia. O programa financia e prepara talentos escolhidos a dedo para os maiores torneios do planeta, como o Europeu, Pan-Americano, Brasileiro e Mundial.
Ao lado do treinador e companheiro André Lipienski, também natural de Caçador, a lutadora encara uma rotina que soma pelo menos duas sessões diárias de tatame contra adversários de elite, combinadas a blocos rigorosos de preparação física, descanso planejado e dieta estrita. O descanso rápido na terra natal logo dá lugar ao ritmo intenso de preparação: o próximo grande desafio já está agendado para o Campeonato Mundial sem quimono, marcado para dezembro em Las Vegas.




