Floração dos Ipês marca a paisagem em Caçador

Além da beleza, esta espécie também é fonte de alimento para abelhas, beija-flores, entre outros

A primavera chegou e com ela as cores e a beleza das flores. Entre as árvores que mais chamam a atenção neste período está o ipê, considerado um dos símbolos do Brasil. Em tons de amarelo, branco, rosa e roxo, ele enfeita ruas e campos, mas também tem grande importância para a preservação da biodiversidade.

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A espécie contribui diretamente para a restauração de ecossistemas, fornecendo habitat e alimento para a fauna, além de enriquecer a biodiversidade. Resiliente, o ipê é utilizado em projetos de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas, ajudando a restabelecer a cobertura vegetal.

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As flores, que marcam a paisagem nesta época do ano, também são fonte de alimento para polinizadores como abelhas, beija-flores e borboletas — organismos vitais para a reprodução de diversas plantas e para o equilíbrio dos ecossistemas. Já a copa da árvore serve de abrigo para aves, insetos e pequenos mamíferos, mostrando a relevância da espécie na cadeia alimentar.

Diante dessa importância, o plantio de ipês vem sendo incentivado em Caçador. A bióloga da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Andrea Marafon, explica que há grande procura por mudas de ipê, mas a coleta das sementes nem sempre é fácil. Isso porque o fruto amadurece rapidamente e, quando abre, as sementes logo se dispersam pelo vento. Por isso todos os anos é realizada uma campanha para que a comunidade ajude no recolhimento e doação das sementes.

“É importante que quem tem ipê preste atenção quando a vagem estiver seca, para já fazer a coleta o quanto antes. Pedimos que, se possível, os moradores nos avisem quando perceberem esse ponto, para que possamos coletar. Ou, se conseguirem, que colham e tragam até nós. Ficamos muito gratos, porque há bastante interesse em mudas de ipês e queremos que a cidade fique cada vez mais florida”, destaca Andrea.

Apesar da cor amarela ser a mais comum na região, Andrea destaca que até mesmo o ipê roxo, mais raro, já começa a ser cultivado. “Em relação ao ipê roxo, ele tem uma exigência maior por ambientes mais quentes. Na cidade, ele aparece menos porque sofre mais com as geadas e acaba se desenvolvendo de forma mais lenta. Mas não é impossível cultivá-lo aqui. No ano passado, trouxemos algumas sementes, semeamos, e agora esperamos que germinem para termos mudas de ipê roxo que também poderão ser distribuídas”, disse a bióloga.

Ações como a doação de sementes e a distribuição de mudas também funcionam como educação ambiental, envolvendo crianças, jovens e adultos na preservação das espécies nativas.

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Fonte:
Portal RBV

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