Museu do Contestado celebra 52 anos como marco zero do município

Mais de meio século preservando a identidade de Caçador e região. Descubra como o Museu do Contestado se tornou o coração das memórias

Neste 18 de março de 2026, um dos maiores símbolos de Caçador sopra as velinhas. O Museu do Contestado completa 52 anos de uma trajetória que se mistura com a própria fundação do município. Criado em 1974 por iniciativa do professor Nilson Thomé e do padre Thomas Peters, o espaço nasceu com a missão de ser muito mais que um depósito de “coisas velhas”: ele é um organismo vivo de pesquisa e identidade.

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O acervo, que começou de forma modesta em uma sala na antiga Fearpe, hoje habita uma réplica ampliada da primeira estação ferroviária de Caçador, construída em 1986.

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Ali, a história não se limita aos 92 anos de emancipação da cidade. Segundo a museóloga Letissia Crestani, o museu guarda peças arqueológicas com mais de mil anos de presença humana na região.

Origens e o legado do Museu do Contestado

Tudo começou com a curiosidade antropológica do padre Thomas Peters. Ao visitar paróquias no interior, ele recebia de agricultores artefatos de pedra com faces humanas e ferramentas rudimentares. Essas peças foram o pontapé inicial para entender que a vida nestas terras é muito mais antiga do que os registros oficiais sugerem.

O professor Nilson Thomé foi o grande baluarte dessa conservação, acumulando pesquisas que hoje fundamentam o acervo regional. “O museu foi criado para isso: conservar, pesquisar e comunicar essa história regional”, pontua Letissia.

A instituição acompanha as fases econômicas e políticas, desde a Fazenda Faxinal e a chegada da família de Francisco Corrêa de Mello até o ciclo da madeira, que deu a Caçador o título de capital nacional do setor.

Educação e o futuro do Museu do Contestado

Hoje, o museu é um formigueiro de estudantes. O foco principal são as crianças, que através de visitas guiadas e projetos como o “Caixa de Memórias”, aprendem noções de pertencimento e cultura. Cada objeto que entra no acervo passa por um rigoroso processo de higienização e catalogação, recebendo o que os técnicos chamam de “RG do objeto”.

Para quem visita, a sensação é de uma verdadeira volta no tempo. O espaço abriga desde os registros dos povos originários até as cicatrizes e glórias deixadas pela Estrada de Ferro e a Guerra do Contestado.

As portas seguem abertas para quem deseja entender o peso da história do Contestado na formação do Meio-Oeste catarinense.

Foto: Arquivo

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Fonte:
Portal RBV | com informações Rita Martini

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