Mais de 600 ocorrências de violência doméstica foram registradas em Caçador entre o ano passado e este ano

O ano de 2018 fechou com 414 ocorrências registradas pela Polícia Militar de Caçador. Até a data de 8 de agosto deste ano, 224 ocorrências já foram registradas no município

Em 13 anos da lei Maria da Penha, o Brasil se movimenta para salvar mulheres, mas enterra cada vez mais vítimas da violência doméstica. Nos últimos três anos, o feminicídio matou 12 mil mulheres e quase 900 mil pediram medida protetiva em todo o Brasil. Os dados de Caçador que contabilizam ocorrências de violência doméstica mostram que a cidade não está fora das grandes estatísticas.

Apenas em 2018, 414 mulheres foram atendidas pela Polícia Militar de Caçador, vítimas de violência Doméstica. A faixa de horário com maior índice de acontecimento deste crime é entre 19h às 23h. Os dados ainda mostram que as principais vítimas possuem idade entre 18 e 44 anos, e que nos finais de semana, o crime de violência doméstica aumenta consideravelmente. Além disso, na análise anual, o mês de dezembro de 2018 foi o mês que mais registrou ocorrências de violência doméstica.

Quanto ao grau de instrução das vítimas, a maior incidência é entre mulheres que possuem ensino fundamental incompleto. E o bairro que mais registra ocorrência de violência doméstica, é o bairro Martelo, que em 2018, registrou sozinho 92 ocorrências. Em seguida vem o bairro Berger e Alto Bonito, com 32 e 28 ocorrências registradas respectivamente.

Em 2019 até, até a data de 8 de agosto, foram atendidas 224 ocorrências envolvendo violência doméstica.  Dessas 224 ocorrências apenas 90 houve a representação da vítima. Referente aos dados de faixa etária da vítima, bairros com maior incidência, horários e grau de instrução das vítimas, segue a mesma linha do ano anterior.

 

Falta de Representação

Das 414 ocorrências registradas em 2018, somente 146 houve a representação contra o autor do fato. Das 224 ocorrências atendidas neste ano, apenas 90 foram representadas pela vítima. O dado é uma estatística preocupante, pois, a representação contra o autor significa abrir um procedimento que visa encerrar os atos de violência.

A assistente social da Associação Maria Rosa – AMAR, Karoline Freitas, comenta sobre a lei Maria da Penha. Ouça:

O delegado da DPCAMI de Caçador, Luiz Eduardo Machado Córdova, fala sobre os índices de violência contra a mulher.

Fonte: Jornalismo Rádio Caçanjurê
Foto: Divulgação
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