Carne de cavalo era vendida como se fosse de gado a pelo menos 7 meses

Situação foi denunciada pelo Ministério Público e Polícia em Caxias no Rio Grande do Sul

A operação do Ministério Público que expôs o abate de cavalos em que a carne era utilizada na fabricação de hambúrgueres deve se estender ainda por um bom tempo. O fato foi tornado público nessa quinta-feira no município gaúcho de Caxias.
Pelo menos dois estabelecimentos estariam comercializando lanches com esse tipo de carne, que era abatida e processada sem autorização e em condições precárias de higiene. A operação ainda tenta descobrir se outros estabelecimentos também foram envolvidos no esquema.
Os dois estabelecimentos identificados, tiveram hambúrgueres coletados e testados no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, em Goiás. O resultado do DNA deu positivo para carne de cavalo.
Ainda foi encontrada uma lista contendo 17 nomes de estabelecimentos comerciais, e as investigações prosseguem para se saber se nesses locais a carne também era vendida como se fosse de gado.
A estimativa do Ministério Público, é que uma tonelada de carne imprópria para consumo era vendida por semana.
Os cavalos eram mantidos e abatidos em uma chácara em Forqueta sem qualquer cuidado com a higiene e procedência dos animais. A produção dos bifes também não seguia requisitos mínimos de manuseio e conservação dos produtos.
No total, seis pessoas ligadas ao abatedouro e à venda da carne de cavalo foram presas preventivamente na operação. Os nomes não foram divulgados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Segurança Alimentar.
Segundo o promotor Alcindo Bastos, a organização criminosa abatia cavalos e comercializava os bifes há pelo menos sete meses.
O esquema, segundo o MP, funcionava da seguinte forma: uma parte do grupo era responsável por procurar cavalos pelas ruas, muitos deles doentes e que puxavam carroças. Eles faziam a oferta de compra para os donos. Concluída a aquisição, o animal era levado para a chácara, onde era abatido clandestinamente. As partes eram repassadas para um comprador, que agia em outro endereço.
No local de processamento, a carne de cavalo era misturada a pedaços de outros animais como bois, perus e suínos. Após, já na forma de hambúrgueres, o produto era embalado e repassado para lancherias como se fosse de gado. A investigação descobriu, por exemplo, que algumas carnes com cheiro de podre eram lavadas para serem vendidas como se fossem frescas.
No ponto onde ocorria o processamento, foram apreendidos 500 quilos de hambúrgueres. O promotor Bastos diz que a estimativa é que uma tonelada de carne imprópria para consumo era vendida por semana.

Foto: Ministério Público e polícia

Fonte: Com informações GZH

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