Se você usa redes sociais, provavelmente já viu memes sobre a relação difícil entre Millennials, nascidos no fim dos anos 90 e início dos 2000, e a Geração Z, que vem da metade da década de 2000 até meados dos anos 2010. Ou então, já reparou em vídeos infantis que parecem sem sentido, mas hipnotizam crianças da Geração Alpha — nascidas de 2015 até 2024.
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Agora, em 2025, um novo marco surge. Além de um novo ano, inicia-se a era da Geração Beta, composta pelos bebês que nascerão a partir de janeiro deste ano e se estenderá até cerca de 2039. Essa geração sucede a Geração Alpha, chegando a um mundo em transformação acelerada.
O termo Geração Beta foi popularizado pelo pesquisador social australiano Mark McCrindle, também responsável por batizar a Geração Alpha.
Em seu blog “Welcome Gen Beta”, ele explica que essas crianças viverão “um mundo em plena transição, onde questões como mudanças climáticas, urbanização acelerada e novas dinâmicas populacionais não serão apenas preocupações eventuais, mas parte integrante da vida cotidiana.”
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Diferenças das gerações
O que diferencia os Betas das gerações anteriores é que eles nascerão em uma realidade em que a inteligência artificial (IA) já estará totalmente integrada em todos os aspectos da vida. Educação, saúde, trabalho, mobilidade e lazer terão a presença constante de sistemas autônomos e algoritmos avançados.
“Essa geração viverá em um mundo onde a automação não será diferencial, mas padrão”, afirma McCrindle. Estima-se que, até 2035, os Betas representarão 16% da população mundial, crescendo em cidades inteligentes, conectadas e sustentáveis.
Além disso, eles terão pais majoritariamente da Geração Z, que adotam posturas mais críticas quanto ao uso das redes sociais e ao tempo de tela. Diferentemente dos Millennials, que compartilharam cada etapa da vida dos filhos online, a Geração Z prioriza limites claros para o uso da tecnologia.
“Os pais da Geração Z conhecem desde cedo tanto os benefícios quanto os riscos do ambiente digital e tendem a priorizar limites mais claros para seus filhos”, destaca McCrindle. Isso significa que os Betas terão menos exposição nas redes sociais e mais incentivo a experiências offline, mesmo com a digitalização inevitável.
Outro fator que marcará os Betas é o mundo pós-pandemia. Eles conhecerão a Covid-19 apenas por relatos, como um evento distante, semelhante à gripe espanhola de 1918, conforme o pesquisador Jason Dorsey comentou à NBC.
Voltados à ecologia
Porém, a crise climática será central na vida desses jovens. O aquecimento global, a elevação dos oceanos, os desastres naturais frequentes e a pressão por políticas sustentáveis moldarão suas decisões políticas, sociais e de consumo.
Quando atingirem a maioridade, os Betas votarão em um mundo onde a Geração Z poderá ocupar cargos de poder, com a Geração X ainda influente. Os temas prioritários para essa geração serão a transição energética, a preservação ambiental e a redução das desigualdades sociais.
Diversidade mulicultural
Além disso, os Betas crescerão em uma sociedade ainda mais diversa e multicultural. Movimentos por inclusão racial, de gênero e sexualidade, já presentes nas gerações anteriores, devem se expandir. Conceitos como família, carreira e identidade ganharão novos significados, acompanhando a fluidez cultural do século XXI.
Se a Geração Alpha já é chamada de “a mais educada e conectada da história”, a Geração Beta promete ser a mais influenciada pela inteligência artificial. Eles serão consumidores e cidadãos que precisam equilibrar inovação tecnológica e responsabilidade social e ambiental.
Em pouco mais de uma década, os Betas representarão uma parte significativa da população mundial. O desafio deles será usar a tecnologia avançada para criar soluções sustentáveis, enquanto enfrentam um planeta que exige cuidado urgente e transformações profundas.