Três furacões avançam nesta quinta-feira (3) pelo Oceano Pacífico em um cenário considerado raro pelos especialistas. A atividade ocorre em meio ao fortalecimento do fenômeno climático El Niño, que mantém as águas do oceano mais quentes que o normal.
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A tempestade tropical Marie ganhou força no fim da noite de quarta-feira (2) e passou à categoria de furacão próximo à costa da Baja Califórnia, no México.
O sistema se juntou aos furacões Karina e Lowell, ambos classificados como categoria 4, que seguem em direção ao oeste pelo Pacífico.
Fenômeno raro chama atenção de especialistas
A presença simultânea de três furacões ativos na região é considerada incomum.
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A climatologista Julia Cole, da Universidade de Michigan, classificou o cenário como “definitivamente raro de observar”.
Segundo a especialista, o El Niño contribui para a formação dos sistemas ao favorecer condições de águas mais quentes.
“O aquecimento causado pelo El Niño cria as condições para essas tempestades, que são alimentadas em grande parte por águas quentes”, explicou a cientista.
O furacão Lowell é o principal motivo de atenção para o Havaí. O sistema estava a cerca de 710 quilômetros ao sul de Hilo, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

Lowell pode provocar condições perigosas no Havaí
Mesmo que o centro do furacão não atinja diretamente as ilhas, o sistema já influencia as condições marítimas da região.
“As ondas provocadas pelo Lowell se propagam para o norte e vão afetar algumas partes do Havaí nos próximos dias”, alertou o NHC.
A previsão indica possibilidade de condições perigosas próximas à costa, principalmente devido à agitação marítima e às ondas elevadas.
A situação é acompanhada de perto pelas autoridades havaianas diante da possibilidade de o furacão se aproximar ainda mais das ilhas nos próximos dias.
El Niño favorece atividade de tempestades
O cenário deste ano também chama atenção pela intensidade prevista para o El Niño.
Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno tem 69% de chance de se tornar o mais intenso já registrado.

O El Niño ocorre, em geral, a cada dois a sete anos. Durante o fenômeno, os ventos alísios enfraquecem e permitem que águas mais quentes do Pacífico Ocidental avancem em direção ao leste.
Quando as temperaturas permanecem acima da média por vários meses, as condições podem favorecer a formação de mais tempestades na região.
Os efeitos não ficam restritos ao Pacífico. Alterações na circulação atmosférica podem influenciar o clima em diferentes partes do planeta.
Em 2015, durante outro El Niño considerado muito forte, quatro ciclones chegaram a ocorrer em sequência na região.





