O Sul do país enfrenta nesta semana uma nova onda de calor de grande perigo, que promete mexer fortemente nos termômetros. O fenômeno, que já motivou a emissão de um alerta vermelho pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), deve se estender até o fim de semana e afetar mais de 500 municípios, com temperaturas acima dos 40°C.
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Para explicar melhor o que esperar nos próximos dias, reunimos perguntas e respostas sobre o fenômeno, seus impactos e recomendações para a população.
O que está provocando o calor extremo?
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, uma onda de calor ocorre quando a temperatura fica 5 °C ou mais acima da média por pelo menos cinco dias consecutivos — condição que será observada ao longo desta semana.
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A meteorologista Estael Sias, da MetSul, explica: “O fenômeno é resultado da atuação persistente de uma massa de ar quente e seco, associada a um sistema de alta pressão que inibe a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas”.
Este bloqueio atmosférico mantém o calor intenso por vários dias, sendo agravado pelo efeito de ilha de calor em áreas urbanas.
No início de 2026, este já é o segundo episódio de calor extremo, após onda registrada em janeiro em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
Previsão, regiões afetadas e riscos à saúde
O calor intenso começou oficialmente nesta terça-feira (3) e deve permanecer até sábado (7), com pico previsto entre sexta e sábado.
O Rio Grande do Sul será o mais impactado, especialmente Oeste, Sudoeste e regiões de fronteira com Uruguai e Argentina. Santa Catarina e Paraná também registram altas temperaturas, principalmente Oeste e Serrana catarinense e áreas interiores do Paraná.
Segundo o meteorologista Matheus Manente, os termômetros podem chegar a 44 °C em algumas cidades gaúchas, enquanto em SC e PR as máximas devem ficar entre 39 °C e 40 °C.
O Ministério da Saúde alerta para os riscos à população, especialmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Entre os efeitos do calor extremo estão desidratação, insolação e golpe de calor, que podem causar confusão mental, convulsões e até morte.
Para se proteger, recomenda-se evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, aplicar protetor solar FPS 30 ou superior, beber líquidos frequentemente e moderar o consumo de álcool.

