A missão Artemis II alcançou, às 14h57 desta segunda-feira (6), um marco histórico ao se tornar a viagem tripulada mais distante da Terra já registrada, superando o recorde da Apollo 13 em 1970. Os astronautas a bordo da cápsula Orion ultrapassaram a marca de 248.655 milhas (cerca de 400.171 km), superando a distância atingida pelos tripulantes da Apollo durante o retorno após uma falha na missão lunar.
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A bordo, os quatro astronautas — Reid Wiseman, Victor J. Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — comemoraram o feito, que representa um avanço significativo nos planos de retorno da humanidade à Lua.
“É um momento histórico e emocionante para todos nós”, afirmou um dos tripulantes ao receber a confirmação da Nasa.
Viagem ao redor da Lua e registro de novos marcos
A missão, com duração prevista de cerca de 10 dias, marca o primeiro voo humano ao espaço profundo desde a era Apollo.
A Artemis II seguirá em órbita lunar, com previsão de atingir seu ponto de maior aproximação à Lua às 20h02, a apenas 4.069 milhas (cerca de 6.550 km) do satélite.
Poucos minutos depois, às 20h07, a tripulação alcançará o ponto mais distante da Lua em relação à Terra, proporcionando vistas inéditas do lado oculto do satélite, que poderão ser vistas a olho nu pela primeira vez por seres humanos.
Durante a missão, os astronautas também batizaram uma cratera lunar em homenagem a Carroll Wiseman, esposa falecida de Reid Wiseman, em um momento simbólico registrado pela Nasa.
Preparação para o retorno humano à Lua
A Artemis II é parte de uma série de testes necessários para viabilizar o retorno de missões humanas à superfície lunar, com previsão de novo pouso até 2030.
Segundo a Nasa, cada etapa da missão é essencial para validar a segurança, tecnologia e procedimentos necessários antes que os astronautas possam pisar novamente na Lua.
A expectativa é que a Artemis III e futuras missões levem a humanidade a novos patamares na exploração do espaço.

