Um espetáculo de luzes coloridas chamou a atenção dos moradores de Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, na noite de domingo (25). A aurora austral, fenômeno natural raro que ocorre no Hemisfério Sul, é similar à famosa aurora boreal e vem ganhando registros impressionantes no Brasil. A cena luminosa despertou curiosidade e encantou quem teve a chance de observá-la.
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Para visualizar a aurora austral, o principal requisito é um céu limpo, sem nuvens.
As interações entre o vento solar e o campo magnético da Terra geram uma intensa atividade no ciclo solar, favorecendo a formação desse fenômeno.
“O céu em Alfredo Wagner estava totalmente limpo. Os últimos dias em Santa Catarina têm sido assim, com ar mais abafado e poucas nuvens. Cenário ideal para a visualização e captura desse tipo de fenômeno”, explica Paulo Metling, jornalista e técnico em meteorologia do Grupo ND.
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A claridade e o contraste do céu permitiram que os tons de verde, azul, roxo e branco da aurora austral se destacassem, proporcionando imagens únicas para fotógrafos amadores e profissionais.
Como se forma a aurora austral e dicas para observar
A aurora austral surge quando tempestades solares lançam partículas e radiação em grande intensidade em direção à Terra.
Pedro Henrique Bernardinelli, doutor em Física e Astronomia, detalha que “a Terra está saindo de um pico de atividade no ciclo solar, que dura cerca de 11 anos. Isso aumenta a incidência de tempestades solares intensas e forma auroras mais frequentes e fortes”.
Recentemente, outros registros do fenômeno foram feitos na Serra Gaúcha, entre 20 e 21 de janeiro. Para os entusiastas que desejam fotografar a aurora austral, Bernardinelli recomenda o uso de câmeras de longa exposição, incluindo as de smartphones modernos.
“A atividade é muito variável, então ter paciência é essencial para tentar fotografar!”, aconselha.

