Uma sequência de tempestades severas provocou uma nevasca histórica na Rússia, causando cenas extremas no leste do país, onde o acúmulo de neve nos últimos dias cobriu prédios inteiros e paralisou cidades. Segundo autoridades locais, em algumas áreas, a neve chegou a atingir o nível do quarto andar de edifícios residenciais, provocando interrupções em serviços essenciais e bloqueando ruas inteiras.
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O fenômeno causou ao menos duas mortes, quando grandes blocos de neve e gelo se desprenderam de telhados. As vítimas, com 60 e 63 anos, foram soterradas pelos detritos, conforme informações do Comitê Investigativo da Rússia, que abriu um inquérito criminal para apurar possíveis falhas de segurança.
As autoridades locais indicaram que a limpeza preventiva de telhados, insuficiente ou inexistente, contribuiu para os acidentes fatais.
Diante da gravidade da situação, foi decretado estado de emergência para acelerar a retirada da neve e intensificar o trabalho das equipes de resgate.
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Desde a última segunda-feira (12), sistemas de baixa pressão formados no mar de Okhotsk avançaram sobre a região, trazendo ventos fortes e volumes excepcionais de neve.
Em vários pontos, o acúmulo ultrapassou três metros, soterrando ruas, bloqueando acessos e isolando bairros inteiros, tornando a mobilidade praticamente impossível.
Imagens divulgadas pelo Ministério de Situações de Emergência da Rússia mostram equipes escavando túneis na neve para alcançar moradores, especialmente idosos, que ficaram presos dentro de suas casas.
Moradores registraram entradas de prédios completamente obstruídas, além de esforços coletivos para liberar passagens e auxiliar vizinhos.
A cidade de Petropavlovsk-Kamchatsky foi uma das mais afetadas, com edifícios totalmente cobertos, veículos enterrados e interrupção de serviços essenciais.
Especialistas alertam que fenômenos climáticos intensos como este exigem preparação e ação coordenada das autoridades, enquanto a população se mobiliza para ajudar os mais vulneráveis.

