Com a chegada da Sexta-feira Santa, aumenta consideravelmente o consumo de peixe em todo o país, e escolher corretamente o produto é fundamental para garantir uma refeição segura e saborosa. O engenheiro agrônomo Abel Abati Filho compartilha orientações práticas que ajudam desde a compra até o preparo do alimento, valorizando qualidade e frescor.
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Segundo Abel, existem sinais simples que indicam se o peixe está fresco.
“O olho do peixe deve estar brilhante, não opaco, e a carne precisa ser firme. Ao pressionar levemente, ela deve voltar rapidamente à forma original. Se o local pressionado ficar afundado, o peixe já perdeu frescor”, explica o especialista.
Outro ponto importante são as guelras, que precisam apresentar coloração vermelho vivo. Guelras escuras, secas ou com aspecto de sangue coagulado indicam peixe impróprio para consumo.
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Para peixes congelados, Abel alerta que é essencial observar o prazo de validade e garantir que não houve recongelamento, o que compromete sabor e qualidade, já que peixes se deterioram rapidamente.

Tipos de peixes e sabores
O agrônomo também destaca características regionais, como as carpas, muito consumidas na região.
“O gosto de barro relatado por alguns consumidores está ligado à qualidade da água do açude onde o peixe foi criado. Em águas limpas, o sabor da carpa é considerado excelente”, afirma.
Para iniciantes, a carpa capim é recomendada por possuir carne branca e sabor suave.
Já carpas maiores, como a carpa chinesa, apresentam mais gordura na barriga, sendo ideal preparar os filés na grelha e remover a gordura.

Limpe antes de guardar
Quem pesca e pretende consumir o peixe dias depois deve limpar, higienizar e cortar em porções menores antes de congelar, preservando melhor sabor, textura e segurança alimentar.
Seguindo essas orientações, os consumidores conseguem escolher peixes de qualidade, garantindo refeições mais saborosas e seguras, especialmente durante períodos de maior demanda, como a Semana Santa.





